Destaque

Safari de verdade com baixo custo!

 

Garden Route

E então chegou a hora do Safari! Deixamos Franschhoek, nosso pneu da van furou (alugamos da Avis e estava careca!) e em 6 horas chegamos no hotel da Rota Jardim. A estrada é linda, tranquila, com postos para parada. Tirando a mão inglesa, de resto é super simples.

Como decidimos por esse hotel é uma história que vale a pena ser contada. Busquei muito, muita navegação na internet para conseguir um resort com game reserve (aqueles resorts que tem dois safaris por dia nos jeeps/pequenos caminhões – característicos dos safaris). O primeiro problema foi achar resorts que aceitassem crianças pequenas. A grande maioria dos hotéis aceitam apenas crianças a partir de 9 ou 12 anos. Aí encontrei algumas opções que aceitam crianças pequenas e bebês (como era meu caso), mas com um preço que eu não conseguia pagar. É o caso do Sabi Sabi. E aí se esgotaram as opções que encontrei nos blogs em português. Então comecei a buscar outras opções de blogueiros de outros países. Acabei conhecendo uma agência especializada em safaris, de Londres. Ela tinha muitas opções, para todos os bolsos, gostos e idades! E ainda mais, tem sempre muitas promoções. Nós fechamos com essa agência e eu recomendo demais. Um pré e pós venda impecáveis! Me procuraram diversas vezes antes da viagem com dicas, documentação, informações do hotel e da região.

Dá uma olhada na agência, lá com certeza deve ter alguma opção com seu gosto e bolso, além de muitas promoções!

O hotel que escolhemos foi esse aqui. Tinha pelo menos umas 3 opções no site, mas esse hotel, na época em que ficamos estava com uma promoção excelente, pagava 3 noites e ficava 4, com café e jantar (meia pensão) e dois safaris por dia. Ele não é luxuoso, mas li muito bem a respeito e adorei a nossa decisão.

Esse foi o hotel, ele saiu por causa da oferta dessa agência, cerca de USD150 por noite, toda a família (lembrando que o preço de balcão desse hotel é cerca de USD250 por noite)

Apesar de não ter o luxo dos resorts 5 estrelas, ele é lindo, tem um atendimento delicioso e tem tudo o que precisamos! Ao chegarmos, eles foram muito atenciosos. Sucos, bonezinho e kit para as crianças. No quarto, um cesto com brinquedos, dvds e pipoca de micro-ondas para as crianças. Já teria um safari naquele fim de tarde. Mas achamos que seria muito para as crianças e preferimos ficar curtindo o quarto, dando um banho de banheira bem gostoso nas crianças e nos preparando para o jantar.

Muitas pessoas perguntam quanto dias ficar num game reserve. A maioria passa apenas dois dias, claro que por causa do custo, eu acho 2 noites pouco, fica corrido para poder encontrar todos os animais da reserva (3 safaris). Creio que o ideal sejam 3 noites. Você consegue ficar um dia completo no hotel. Nós ficamos 4, para nós foi legal para desacelerar da viagem, descansar, ficar um pouco de pernas pro ar. E tem algumas atividades para fazer lá, logo irei passar por elas.

IMG_0965
Vista dos quartos
BKC_1924
Os elefantes eram nossos companheiros nas refeições – vista do café da manhã
BKC_2154
cabaninhas perdidas na savana
IMG_0966
nossa piscina

Os jantares sempre gostosos, as bebidas não estavam inclusas, mas os preços bem justos, vinhos deliciosos e com preços pouco mais caros que de lojas especializadas. Sempre tinha opções de sopas, diversas saladas, opções vegetarianas e menu kids. Acabou que nem precisamos pedir menu kids no jantar, pois dava para comer super bem o buffet, sempre com muitas opções de carnes, massas, legumes. Ah, e tem carne de caça em todas as refeições, carne de javali, gnu, avestruz. Eu não fui muito nelas não, mas o Bruno aproveitava!!!

IMG_1143

Todas as refeições tinham um menu de sobremesa incluso. De manhã, o safari começa bem cedo, antes do sol nascer, para acompanhar os animais nos horários de maior movimentação deles. Ou seja, estava meio escuro e bem frio! Antes do safari eles servem um desjejum básico, com café, chás e chocolates quente, alguns biscoitos e petit-four e bolinhos salgados, Algo para comer rapidinho antes de sair para o Safari. E as crianças ganharam todas as manhãs um kit lanche, com fruta, iogurte, cereais, que leva no jeep. Eles nos ofereciam uns ponchos bem longos e quentinhos, pois como o jeep é aberto, o frio era grande. Estávamos muito excitados nesse nosso primeiro safari! Encapotados deixando apenas o olho e nariz de fora, cobertores, máquina fotográfica e muita vontade!

IMG_0925BKC_1629BKC_1554

safari
Esse foi nosso Ranger querido, Abby, que com tanto conhecimento e delicadeza nos colocou no mundo desses animais. Fizemos safaris só a gente ele e com tda a paciência do mundo, parava a cada pássaro, procurava porco espinho (Theo segura o espinho que ganhou de presente), esperávamos o hipopótamo sair da água. Enfim, nosso mutio obrigado ao Abby que tornou nossa viagem inesquecível, desde nossa chegada no hotel!

O primeiro elefante avistado foi motivo de muita alegria. Visitar um animal no seu habitat natural, com seu espaço respeitado, faz muita diferença. Acho que essa é a grande magia de um safari. Os animais estão na casa deles, sendo respeitados, com o mínimo possível de intervenção humana e você é que vai “engaiolado” e visitar e conhecer seus hábitos.

BKC_1848-EditBKC_2375-Edit

Uma coisa muito legal que fizeram foi dar um mapa da reserva, giz de cera e um catálogo com desenhos de todos os animais que moram nela. Theo ficava maluco tentando achar algum animal, depois localizar no catálogo da reserva e marcar que ele tinha visto. Vamos guardar essa recordação pra sempre!

Nina amava ver as girafas, os rinocerontes, leões, elefantes e todos os outros. Ela dava gritinhos e falava muito do jeitinho dela, excitada em vê-los! Mas para o Theo a viagem foi inesquecível! Ele sempre se interessou muito por ciências naturais e estava muito curioso sobre os hábitos dos animais, o que comiam, onde dormiam, qual a velocidade de fuga…enfim, essa experiência marcou o coração e a vidinha dele como nada até o momento tinha feito! Recomendo demais para os pais que tenham essa possibilidade!

BKC_2284BKC_2257BKC_2298BKC_2281BKC_2213BKC_2221

Perto das 9 da manhã, o primeiro safari se encerra e é a hora do café da manhã. Aí sim, um super café da manhã, completíssimo. E o restaurante tinha vista para alguns grandes animais, como elefantes e girafas (quando eles estavam passeando, porque a reserva era grande e nem sempre eles estavam por perto).

Depois do café, fomos visitar o cento de répteis do hotel. Eles têm cobras, tartarugas, crocodilos. As crianças puderam caminhar junto com tartarugas gigantes e pequenas, apostaram corridas com elas, tocaram em cobras e olharam (de trás do muro) os crocodilos.

cobra

IMG_0940(1)

Almoçamos no restaurante, com um bom cardápio à la carte, menu kids com algumas opções bem gostosas (espetinhos de abobrinha com tomate, bifinho, macarrão a alho e óleo. Ah, a batata frita era batata doce, até isso foi melhor que o esperado!

BKC_2186
Dia de piscina e almoço pós Safari.

Durante a tarde a Nina dormia o sono dela e o Theo brincava no parque, lá fora, nos espaços para as crianças. Tinha a piscina, mas não era aquecida, isso é algo que poderia ser melhorado no hotel. E no final do dia, tínhamos mais um safari que acabava na fogueira, com chá, chocolate quente e aperitivos alcoólicos para aquecer e ver o pôr do sol. Depois banho e jantar gostoso!

Conseguimos avistar quase todos os animais que as crianças estavam com expectativa. Faltou apenas o porco espinho (que é enorme na África, cerca de 1m de altura). Ele tem hábitos noturnos e não fizemos nenhum Safari noturno. E o hipopótamo. Sempre que chegávamos pertos dos lagos onde eles ficavam, conseguíamos ver seu nariz e olhos, mas eles não saíram da agua nenhuma vez para que pudéssemos vê-los inteiros!

O hotel tinha uma lojinha/boutique. Itens lindos e de bom preço. Foi ótimo para comprar as últimas lembranças (a lista de lembranças sempre cresce) com preço bem legal, quase a mesma coisa das lojinhas de artesanato das cidades.

No último Safari, tivemos um dia de auge com a cheetah e os leões, foi um dia lindo, onde eles estavam agitados. Passamos 4 dias procurando pela cheetah e conseguimos achá-la! Foi inesquecível!

BKC_2942-Edit
E o rei até sorriu pra gente!
BKC_2984-Edit
E parou para fazer pose no meio das flores….
BKC_3117
Ela foi a estrela do nosso Safari, pela alta velocidade, é difícil encontrá-la!
BKC_2196
Nossa amiga cheetah

Agora um pouquinho das flores sul-africanas…merecem um destque!

E as estrelas do Safari…os animais!

BKC_3194-EditBKC_3156BKC_2814-EditBKC_2781BKC_2607BKC_2318BKC_2301BKC_2400BKC_2340BKC_2242BKC_1769BKC_1711

Os pássaros…como fizemos vários safaris, tivemos tempo para apreciá-los!

Nossa amiga leoa, um gatinho bem crescido, segundo as crianças

E as savanas africanas lindíssimas sob o sol da manhã e de fim de dia

BKC_2798BKC_2433BKC_2439BKC_2402BKC_2400BKC_2301BKC_2275BKC_2242

E como terminávamos nosso dia pós safari, numa fogueira com chocolate quente e aperitivos!

BKC_2141
Mini-fotógrafos, com celular e com nada, pois a criatividade é quem manda!
BKC_2073
E assim, cheios de decobertas e alma plena, terminamos nosso safari!

 

Deixamos o hotel para nossa última perna: Johanesburgo.

Fomos do hotel para George, uma cidade há cerca de 1 hora de onde estávamos, assim não precisaríamos voltar. A logística é um item que deve ser muito bem pensado em viagens como essa. Gosto muito de pegar um carro num lugar e devolver em outro. Isso encarece, porque acrescenta a taxa de devolução em lugar diferente, mas vale a pena, pois podemos seguir viagem sem ter que voltar.

Procurei por passagem de baixo custo entre George e Johanesburgo. Achei passagens por 1/3 do valor da South African na companhia Fly Safair. Fiquei com receio de aviões sem manutenção, atrasos, etc. Procurei por reviews e vi que era uma boa companhia. Foi um bom negócio, tivemos que pagar as malas despachadas a parte (mas custaram 15 reais cada).

Johanesburgo

Nos falaram tanto sobre o perigo da cidade que fiquei um tanto alarmada, confesso. Então planejamos apenas dois dias por lá. Ficamos num hotel super legal ao lado de um centrinho comercial com restaurantes e lojas muito legais.

Fomos visitar o Museu do Apartheid. Nossa, foi impressionante! Na entrada você já sente a classificação entre negros e brancos, as entradas são diferentes (na compra do ingresso, você aleatoriamente é classificado como negro ou branco e deve usar a entrada específica). A entrada custa em torno de USD7.

A história do Mandela é contada com riqueza de detalhes, assim como fica muito claro o amor que eles têm pelo querido Madiba e tudo o que ele fez pelos sul-africanos. Detalhes de torturas, das guerras e conflitos pelos quais o país passou são contados com muita música e recursos audiovisuais. Por muitas vezes você se emociona e se já estava apaixonado pela África do Sul, você aprende a respeitar ainda mais o país e todos os problemas pelos quais eles tem lutado contra.

Foi lindo ao final do passeio, encontramos uma turma de escola de crianças, em torno dos seus 6 anos. Eles estavam assistindo um show em homenagem ao Mandela, ao lado de frases dele. Nesse ponto você pegava uma varinha colorida e colocava na frente da sua frase escolhida. As crianças fizeram a atividade e começaram a cantar e dançar a música em homenagem a ele, de forma espontânea. Eles têm tanta musicalidade, tanta dança, tanta energia. Não teve como não parar tudo apenas ficar com o coração batendo mais forte com aqueles pequeninos cantando e dançando com tanta emoção! Foi lindo!

Essa é a música que estava tocando. Não é o mesmo vídeo, não encontrei o que passava no museu, mas encontrei esse clipe lindo do Johnny Clegg. Imaginem uma turma de escola, com toda a musicalidade, infância e inocência cantando essa música.

A visita para Johanesburgo acabou sendo mais contemplativa e de choque de realidade. Os taxis que pegamos tinham medo de andarem em determinadas ruas, mesmo durante o dia, tinham spray de pimenta no carro. Nos falavam todo o tempo sobre os perigos de andarmos na cidade. No taxi, no hotel, no restaurante. Claro que isso nos amedrontou. Não vimos nem vivenciamos nada, apenas sentimos que ainda há muito caminho a ser trilhado por lá para que o Apartheid seja esquecido, se torne apenas uma amarga lembrança. Ainda vimos resquícios de pontos de ônibus para brancos e negros, em geral distinção entre as profissões e pessoas e uma certa discriminação, principalmente em Johanesburgo,

O apartheid só acabou em 1990, é muito recente, feridas ainda estão abertas. O país ainda sangra com essa dor. Não tivemos apartheid nem nada tão escancarado, mas não tem como não compararmos com nossa própria situação. Não estamos muito longe, mas isso é assunto para outra história.

Uma dica sobre esse museu. Estávamos procurando desde o começo da viagem, alguns CDs de músicas africanas. Na loja desse museu tinha livros, cds, dvds, camisetas, enfim…nela encontramos os cds que tanto procuramos!

Sawabona Shikoba!

SAWABONA é um cumprimento usado no sul da África e quer dizer: “Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim”.

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA, que é:

“Então, eu existo para você”

Dicas gerais

Vacina de febre amarela com certificado internacional é obrigatório! Tome a vacina em qualquer postinho e depois vá em algum hospital que transcreva para o certificado internacional. Aqui em São José dos Campos, o hospital Pró-Infância faz isso e cobra R$25,00 por certificado. Caso contrário, o aeroporto de Guarulhos também faz.

Compramos chip assim que chegamos lá, pois utilizamos o waze do nosso celular. Então não tinha a minha linha telefônica liberada (e nem pretendia usa-la), mas tinha meu whats-app com número do Brasil, e acesso à internet!

Instale o Uber se você ainda não usa. Ele foi suuuuper útil, pois mão inglesa na estrada vai, mas nas cidades….

IMG_1166
Obrigada por ter chegado até aqui e te esperamos na próxima viagem!
Destaque

Aventuras pela África do Sul – Parte 2 – Cape Town e Franschhoek

panoramica pinguins
Panorâmica da praia de Boulders, onde os pinguins moram
Cape Town 

Vencido nosso tempo de Rocklands, era a vez de explorarmos Cape Town. Mais 3 horas de mão inglesa, quando chegamos em Cape decidimos não usar mais o carro e ficar só de Uber, que era super barato. Pois era um pouco estressante dirigir na cidade com a mão inglesa (rotatórias então, davam curto no cérebro).

Nossa casa foi alugada no AirBNB, bem próximo ao Waterfront, o que nos deixava muito bem localizados para tudo. A casa era maravilhosa, tipo casa de sonhos mesmo, cozinha americana toda em inox, quartos lindos e bem decorados, banheiro de sonho. Proprietários amáveis e atenciosos. Não podíamos ter sido mais bem recebidos em Cape Town. Chegamos e fomos ao Waterfront e Aquário, passear e jantar.

Um conselho que ouvimos bastante foi o de ficar dentro da zona turística, é bem simples de achar essa informação no google e realmente acho importante. Precisamos lembrar que o apartheid ainda é muito recente na África e existem zonas realmente perigosas. Não vimos e nem passamos por nenhum caso em Cape Town, mas ficamos basicamente nessa área. A região do Waterfront é mais do que indicada. Foi a cidade que achei mais casas lindas por preços razoáveis, então, aproveite bem a escolha!

Logo na chegada fomos no WaterShed, uma feira de produtos de design que dá vontade de comprar tudinho, mas é mais caro que as lojinhas normais. Mas tem produtos bem diferentes também. Vale a pena a passada lá.

Ao lado fica o Aquário, que e algo entre um oceanário e um aquário, com vários grandes tanques. As crianças tiraram fotos dentro de um deles que tem centenas de peixe palhaço, viram tartarugas e peixes gigantes. Uma visita cheia de experiências novas para eles.

BKC_0803
Na casa do peixe-palhaço. A carinha deles já diz tudo!
BKC_0824
Um dos tanques
BKC_0836
o túnel de peixes, segundo o Theo
O Waterfront é charmosíssimo, cheinho de restaurantes, lojinhas, lugar obrigatório para turistas e compras de lembrancinhas. E não é perigoso. Nessa região, caminhávamos com tranquilidade, com câmera a mostra e tudo. Mas saindo dessa região, andávamos sem câmera fotográfica e apenas de Uber.

Li muito sobre segurança nas cidades onde passamos. A zona turística de Cape Town é muito de boa, mas saindo dela, cuidado, sem câmeras, relógios, iphones a mostra. Vale a pena o cuidado.

Tiramos a foto clássica da vista da Table Mountain e jantamos lá mesmo, num restaurantinho delicioso. As refeições saíam em torno de 30 dólares para 2 adultos e 2 crianças, com vinho. Ou seja, super barato! Segue esse restaurante.

BKC_0900
Foto que não podia faltar. Emoldurando a Table Mountain.
BKC_0911
Waterfront ao por do sol.
No segundo dia, tínhamos a melhor previsão de tempo, e decidimos então que era o dia da Table Mountain. Nosso plano era subir a pé, com Nina na mochila e Theo caminhando. Quando começamos os primeiros de centenas e centenas de degraus altos, que para um criança de 4 anos era uma pequena escalada cada um, decidimos mudar de planos. O Bruno foi na caminhada e eu subi de teleférico com eles. Foi a melhor decisão pois ele não ia aguentar essa subida. Precisamos lembrar que ele tinha apenas 4 anos.

Caminhada Table Mountain Latitue 22 Africa do Sul
Quando começamos a caminhada.
Os tickets custam em torno de 30 dólares por pessoa, não são baratos, mas valem muito a pena.

Chegamos antes do Bruno, claro, caminhamos e fizemos escaladinhas lá por cima, exploramos, as crianças lancharam e nisso o papai chegou. Juntos e muito felizes por estarmos tendo mais essa experiência, fomos almoçar na lanchonete lá de cima. Sabe o que surpreende? No alto de uma montanha, onde os insumos chegam apenas por teleférico, um restaurante de verdade, com refeições e taças de vinhos e atendendo a milhares de pessoas por dia. E mais, preços acessíveis, nada abusivo pelo lugar onde estávamos. Comemos, com uma deliciosa pipoca doce de sobremesa, passamos na lojinha e voltamos gratos e plenos para casa!

BKC_0965
Vista da trilha
BKC_1000
Nos esperando o papai, tio Purga e tia Lika
BKC_1010
Visual de la de cima
BKC_1019-Edit
Brincando de tal mae tal filha
Assim, no próximo dia, íamos finalmente conhecer a praia de Boulders, que tem a colônia de pinguins. Cedo nos dirigimos para o Cabo da boa esperança, distante cerca de 1 hora de Cape Town. Todos os parques lá são nacionais e pagos. Paramos primeiro no parque do cabo da boa esperança. No caminho, passamos por Simons Town e tivemos que desviar de macacos atravessando a rua. Lá no parque, vimos muito mais macacos e avestruzes. Lá tb venta muito, então leve casaco.

Ao entrarmos no parque do Cabo da Boa esperança, pagamos a entrada e dirigimos mais uns 20 minutos até o cabo. Muitos avestruzes, babuínos de todos os tamanhos um mar revolto e bastante turista. Se for avaliar pelo lado natureza, é bonito, mas nada excepcional. O que faz o lugar se tornar especial é lembrar que aquele cabo faz parte da nossa história também, e tudo o que aconteceu além mar naquela ali naquele lugar. Isso foi muito legal!

Não alimente nenhum daqueles animais. Eles são soltos, livres e buscam seu alimento sozinhos. Não vamos interferir na cadeia alimentar deles, ok? Aliás, esse é um pouco que respeitei muito na África do Sul. Os animais são livres e convivem em harmonia com as pessoas, nessas regiões menos urbanas, você encontra cervos, antílopes, macacos, babuínos, tartarugas, todos livres. E não estamos falando em Safari.

BKC_1033
Paramos nosso caminho para o ilustre morador atravessar a rua!
BKC_1052
Cabo da Boa Esperança!
BKC_1072-Edit
Babuíno lindo que parou para a foto (mas não podemos chegar muito perto)
BKC_1118
Finalzinho da África…
BKC_1105
filhotes de babuínos
BKC_1060

BKC_1040
florzinha de lá
Voltando desse passeio, resolvemos almoçar em Simons Town, numa restaurante que estava como número 1 do tripadvisor e a escolha não poderia ser mais acertada! Lindo, super bom gosto, vintage, com atendimento cuidadoso e comida deliciosa. Chama-se  The Lighthouse Café e recomendo quase como passagem obrigatória fazendo esse passeio!

BKC_1186
Lindíssimo restaurante e a comida maravilhosa!
Ele também não saiu da média dos 30 a 40 dólares para a nossa família, com vinho e cerveja e pratos para as crianças.

E para fechar nosso dia, fomos ver os famosos pinguins. Eu estava mais ansiosa que as crianças.

O pinguim-africano (Spheniscus demersus) é a única espécie dos 17 pinguins conhecidos que vive na costa da África. Parente próximo – são do mesmo gênero – dos três pinguins que moram na América do Sul (o pinguim-de-Magalhães, o de Humboldt e o de Galápagos), o africano quase foi extinto na natureza e hoje é considerado pela União Internacional para a Conservação da Natureza como ameaçado de extinção.

Em 1982, um casal pioneiro de pinguins-africanos foi avistado na praia e adotou o lugar como casa. Desde então, e devido a ser parte de um parque com alta taxa de preservação, hoje eles são em torno de 3000 pinguins.

O ingresso custa 5 dólares por pessoa (crianças não pagam) e pode entrar na reserva. Mas mais uma vez ponto para a África. Você anda em passarelas sobre a vegetação, causando quase nada de impacto sobre ela e os pinguins ficam soltos. Eles são danados, como a cerca é bem baixinha, volta e meia você tem que esperar um pinguim cruzar a passarela ou andar na sua frente. Não é para tocá-los (eles mordem) e nem alimentá-los. O barulho é alto! Dei muita risada ao ver minha pequena de dois anos e meu maior imitando o jeito de andar de um pinguim e fazendo o mesmo barulho que eles fazem!!!  Experiências que espero que eles consigam lembrar alguma coisa (pelo menos tem fotos).

BKC_1266
A trilha onde se caminha para chegar até os pinguins.
BKC_1270
um duplinha linda
BKC_1321
os donos do show
BKC_1306
e a praia que é a casa deles
Esse é um passeio que dá bem para fazer num dia. Cabo da Boa esperança, almoçar em Simons Town e praia de Boulders dos pinguins. E voltar ao anoitecer!

No outro dia, mais lembrancinhas, passeios no centro e Waterfront e bora mudar totalmente de paisagem! Agora era vez de subir um pouco para outra região montanhosa e mais fria, Franschhoek e conhecer as melhores vinícolas da África do Sul!! E depois Safari e Johanesburgo.

Franschhoek

Esse é um passeio que tb dá para fazer de bate e volta de Cape Town, mas Franschhoek é tão linda, tem tanta vinícola, hotel e restaurante bom que vale a penas gastar uma ou mais noites lá! Foi o que nós fizemos! Fica apenas uma hora de Cape Town, mas vá dormir por lá. Não vai se arrepender!

Franschhoek é uma cidade que foi colonizada por franceses huguenotes, refugiados da perseguição religiosa. Eles trouxeram a cultura do vinho e da gastronomia. Hoje, apesar da língua francesa não ser mais falada na região, o vinho e a gastronomia local fizeram com que essa região (que pertence ao município de Stellenbosh) se tornasse a região turística de gastronomia e vinícolas do país. A alta qualidade dos vinhos e espumantes e as vinícolas que têm até 300 anos trouxeram a prosperidade e o turismo.

Ah, lá é uma cidade mais cara de hospedagem, então as coisas estavam fora do que estávamos dispostos a gastar por noite. Procuramos muito por tudo e achamos uma guest house no airbnb (e depois a descobrimos no tripadvisor) que foi uma surpresa deliciosa!  A proprietária é Austríaca, que morou muito tempo na Namíbia e depois constitui família e fez hotelaria na China. Agora comprou uma casa linda em Franschhoek e abriu a guest house. Super bom gosto, cuidado com a preparação do quarto para nos receber, mimos como bombons, garrafa para aquecer água da mamadeira da nina, lenha para a lareira do quarto. Banheira antiga com sais de banho (nem precisa dizer que as crianças piraram né). E o café da manhã. Esse merecia um capítulo à parte! Tudo feito por ela e suas ajudantes, tudo artesanal e cheio de mimos, muffins, biscoitos, iogurte caseiro, waffle com morangos e creme, panquecas, e várias coisinhas como ovos com linguiça feitos na hora. Foi absurdo! Chama-se The Corner House.

BKC_1456
Nosso quarto, já personalizado pelas criancas
mimo pousada
Mimo da pousada
BKC_1459
Jardim da pousada
Na nossas visitas as vinícolas, como tínhamos apenas 2 dias, demos uma escolhida no que visitar. E optamos por Chamonix e Haute Cabriére (especializado em espumantes). A primeira porque sediava um restaurante que chama-se Racine e recentemente foi comprado pelo renomado chef sul africano Reuben Riffel. Agora ele chama-se Reuben’s Franschhoek (ele tem restaurante em Cape Town e alguns outros lugares também).

BKC_1394
Reuben’s
BKC_1400
Mais uma foto do restaurante
reubens
Meu prato de delicioso de carne de porco
BKC_1407
Vinícola Haute Cabriére
BKC_1412
Haute Cabriére
BKC_1439
Nossa degustacao nela
Esta foi uma deliciosa surpresa da África do Sul. Faça reserva porque o restaurante é pequeno e bastante procurado. A vinícola é muito pequena e os vinhos são apenas razoáveis, mas o restaurante é surpreendente. Alta gastronomia, preço bem razoável. Mistura de sabores africanos e europeus super harmonizados e com aparência belíssima. O restaurante em si tb é um charme e o serviço muito atencioso. Fomos com crianças e até o prato kids era especial e elaborado, além de ser muito diferentes de bife com batata frita! Vale muito a ida a ele! E as crianças foram muito bem recebidas, algumas vezes em restaurantes melhores já tivemos caras feias. Depois da refeição, fizemos a degustação de vinhos.

A próxima foi a Haute Cabriére, lindíssima, grande vinícola, especializada em espumantes. Fizemos uma degustação personalizada (era super barata), visita as caves e dá-lhe provar espumantes!

Ah, uma coisa engraçada que nos aconteceu. Para irmos para a primeira vinícola, pegamos um Uber. Da primeira para a segunda, nada de achar Uber! Ai o dono da vinícola Chamonix, gentilíssimo, nos levou em seu carro até a próxima. E de lá, o pessoal da vinícola achou uma van para nos levar pro hotel. É tudo muito perto, cerca de 2km entre elas e o hotel, mas estávamos degustando vinhos o dia todo e não queríamos esse risco! Lá não conte com Uber. Negocie um taxi previamente se seu interesse for ficar degustando vinhos!

Ficamos com vontade de provar o restaurante La Motte, mas como é uma refeição de 5 courses e eles pedem até 4 horas para a refeição, imaginamos, mas só imaginamos (rs) que não iria ser nenhum mar de rosas com as crianças. Em resumo…no way. Mas se você estiver sem crianças, acho que deve ser maravilhoso!

No outro dia passeamos pela feira livre, lojinhas, comprinhas, supermercado. Fizemos uma visita a uma fábrica de chocolate, que na verdade derretem chocolate Callebaut e colocam em forminhas (não vale a pena). Mas a feira foi uma delícia. É dessas feiras que acontecem no domingo.

BKC_1477
Feira local
BKC_1481
Carne seca
BKC_1486
Theo curtiu (ele o pai só)
E então nos preparamos para um dos pontos altos da viagem, o Safari, que ficará para o próximo post!

Bjs e até o próximo!

Destaque

Aventuras pela África do Sul- Parte 1 – Escalada em Rocklands

E já que escalar é a nossa essência, bora pra mais uma empreitada…Rocklands!

E aqui tem um pequeno filme sobre como foram nossos dias em Rocklands, de longe até agora nossa viagem mais incrível! Dá para sentir um pouco do clima de lá, da nossa casa temporária, do café, das amizades, da escalada, e um pouquinho de tudo o que você vai ler aqui em baixo.

Como decidimos por essa viagem… bem temos uma única oportunidade de férias longas por ano e elas devem ser bem pensadas. Queria (e ainda quero) Tailândia e outros mais distantes, mas com 2 crianças pequenas e apenas 20 dias não considerei passar 2 dias em trânsito pra cada perna. Considerando a abertura de um compasso de uma perna de voo e no máximo 12 horas dentro do avião as opções eram Estados Unidos, Europa ou África.

Peraí…África? Então fui estudar um pouco as possibilidades.  Sempre tento conciliar nas escolhas das viagens experiências de escaladas e natureza (quase todo o tempo) com experiências culturais, conhecer o país, provar da comida e bebida local. Então pesquisando vi que a África era um ótimo destino.

Essa aventura foi feita com mais dois grandes e amados amigos, Purga e Lika, que além de companheiros, parceiros, são grandes tios e amados pelas crianças! Parceiros tão legais que já ficamos sonhando com a próxima com eles!

IMG_2473

E assim fechamos o destino. Mas sempre que viajamos para escalar, aproveitamos a oportunidade de conhecer o local onde estamos, os passeios, natureza, tudo. Então fomos atrás de informações do que seria legal para fazer com 2 crianças pequenas. Safari, quando se pensa em África, vem logo Safari na cabeça. A primeira idéia é de custo proibitivo, navegando um pouco mais na net, vi que dava para fazer algumas opções mais em conta. Vamos lá:

Krugger Park – tem a opção de fazer o safari por conta, ou seja, alugar um carro ou mesmo passeios bate e volta saindo de Johanesburgo e conhecer o Krugger. A grande vantagem é custo. As desvantagens que vi, você pode rodar o dia inteiro com seu carro e não cruzar os animais, porque nos horários de maior atividade deles, o parque está fechado para este tipo visitações e você acaba sem ver animais, ou os encontra deitados e passivos. Não era uma opção para nós passar o dia dentro do parque rodando. Aí partimos para os Games Reserve, que são como resorts, de todos os preço e níveis, que normalmente oferecem 2 safáris por dia, nos melhores horários (manhã e entardecer) e as refeições. Normalmente esses hotéis têm várias atividades durante o dia. Mas a maioria deles não aceita bebês, apenas crianças maiores de 12 anos e os que aceitam tem preços que para nós eram impraticáveis (mais de USD1000 a diária). Reduziu um pouco mais a lista.

Na região do Krugger, o mais visitado por quem vai com crianças é o Sabi Sabi (clique aqui), mas ele estava além das nossas expectativas de custo, lembrando que nossas viagens devem também ser econômicas, sem deixar de fazer nada. Então comecei a ver safaris em reservas privadas fora da região do Kruger, em outros parques e achamos inúmeras opções.  Quando chegarmos na parte do Safari desse nosso post, vou explicar bem sobre a nossa escolha. Perto de Cape Town, na região do Garden Route, existem vários. Esse era um ponto positivo, um pouco menos de estrada com as crianças. E aí fechamos o Game reserve por lá mesmo.

Nosso roteiro então ficou:

Rocklands o paraíso da escalada e super amigável para crianças e famílias, Cape Town, Franschhoek (região das vinícolas da África do Sul), Garden Route, Safari, Johanesburgo. Poucas cidades, mas com tempo o suficiente para curtir cada uma e não desgastar muito as crianças com abre e fecha de malas e trânsito. E funcionou super bem!

1 PARTE – ESCALADA – Rocklands

Pra sentir um pouco do clima da escalada e das possibilidades infinitas que existem por lá. Rocklands foi inicialmente descoberta como potencial de escalada e desenvolvida por Fred Nicole, Todd Skinner e alguns amigos em meados dos anos 90. Tivemos o prazer de cruzar com o Fred Nicole por lá, já que ele estava gravando uns takes para um documentário novo.

Passamos 8 dias lá, encontrei uma casa de um site que aluga para escaladores e está cheio de boas referências, tanto no site (bem organizado por sinal), como no Trip Advisor. Uma fazenda na região de Cederberg  Moutains que chama-se Alpha Excelsior e pode ser consultado através desse link.

Quando comecei a pesquisa, vi que os preço na África do Sul, pelo menos fora dos Resorts de Game Reserve pra safari, eram baratos. Então nossa casa não foi diferente. Alugamos uma casa com 4 quartos por cerca de 60 dólares por dia, o que dividimos em 2 famílias, ficou ótimo! Se for com mais gente então, fica super barato (essa casa era para 12 pessoas).

Detalhe, lá é uma fazenda produtora de vinhos, azeite e chá de rooibos, então eles te fornecem vinhos, azeite, olivas e tem crash pads para alugar! É perfeito! Outra, se for durante a temporada de julho a setembro, eles tem um café aberto, servem café da manhã, comidinhas deliciosas durante o dia e uma vez por semana uma pizza maravilhosa. O clima da fazenda é super familiar e descontraído, pois mantém a divulgação somente entre os conhecidos, já o objetivo é exatamente só atrair as pessoas certas para lá.

BKC_9916
Montanhas Cederberg e seu céu sul-africano
Alpha Exelcior escalada Africa do SUl_7
Casa que ficamos, em frente as parreiras
Rocklands Alpha Excelsior
Nosso quintal, onde brincamos muito e de onde guardamos queridas recordações. Foto by Purga
Alpha Exelcior escalada Africa do SUl_2
Detalhe do exterior da fazenda
Alpha Exelcior escalada Africa do SUl_1
Nascer do sol na nossa casinha temporária
Alpha Exelcior escalada Africa do SUl_3
detalhe das parreiras
Alpha Exelcior escalada Africa do SUl_5
Purga e Lika namorando as fotos do dia
Alpha Exelcior escalada Africa do SUl_6
Dentro da nossa casa
BKC_9877
A linda entrada na nossa casa
BKC_9901
Funcionárias da Alpha Excelsior cuidando das preciosas parreiras
BKC_9902
Pássaro típico da região espreitando para comer bichinhos ao pôr do sol.

Outra opção de estadia e preferida por quem fica mais tempo por lá, por ser mais econômica, chama-se De Parkhuys. É um lugar com chalezinhos, barracas, dentro do setor de escaladas. Você pode conhecê-lo por aqui.

Becky e James, os proprietários da casa que ficamos, são incríveis, ela já morou um tempo no Brasil e adora os brasileiros. Até um ursinho de pelúcia eles deixaram na casa para a Nina como presente.

As casas são bem estruturadas e quando aparece algum probleminha (no nosso caso foi água quente), James foi super solícito e resolveu  rapidinho. O wifi não é bom, funciona apenas na região do café. Mas no final das contas isso foi até legal, porque todo mundo se encontra no café, acaba se conhecendo, conversando, trocando experiências e dicas de escalada e passeios.

Aliás, o café é “o pico”, pois é o único lugar que tem um café expresso bom (lá é muito café solúvel) próximo aos picos de escalada. O lugar é aconchegante, a comida  gostosa, excelente música e vendem produtos locais para escaladores como hand balms etc… A Hen House, que é o nome deste café mágico, torna a viagem ainda mais especial!

Hen House Alpha Excelsior
Hen House e a cozinha de onde saíam maravilhas para o nosso café da manhã!
IMG_2631
Não…não é almoço, é o café da manhã do Bruno, meu marido! o)

Eles tem uma filhinha linda, Emily e vários cachorros, companheiros de caminhadas e de fotos matinais. Provem o vinho assemblage, uma deliciosa experiência e recordação (achamos que é o melhor deles, apesar do Pinotage ser famoso na África…da produção local deles, esse definitivamente é o melhor).

Muito importante sobre a escalada lá. É necessário adquirir o passe de escalada. Ele pode ser comprado no restaurante  Travelers Rest, na estrada principal ou no próprio de Parkhuys. O problema é conseguir encontrar a pessoa no Parkhuys, então para nós foi mais fácil ir até o restaurante na estrada. O passe custou cerca de 15 dólares por pessoa, para uma semana.

Você também pode comprar adiantado nesse link.

Nós precisamos mostrar nossos passes apenas no setor Rhino, que é um dos mais conhecidos e frequentados. Lá haviam representantes do parque que pediram para ver nossas licenças. Mas certo é certo né, então se for escalar por lá, já sabe do passe!

Outra dica valiosa é o guia de escalada do Scott Noy.  Atualmente é o melhor guia de lá (todos escaladores que cruzar por lá estarão com um destes na mão). Meu marido não conseguiu comprar a tempo pela internet e acabou entrando em contato diretamente com o Scott. Por uma feliz coincidência ele e a namorada estavam indo para lá e estavam hospedados na mesma fazenda. Nos encontramos e  trocamos idéas e betas direto na fonte. Pessoas incríveis! Você pode entar em contato com ele e comprar o guia por aqui. O guia também é vendido na Hen House e no Travelers Rest.

Sobre os picos, fomos no primeiro dia no  Middle Plateau, pouquíssima caminhada, dentro do de Parkhuys , que é um camping/chalés. A galera que procura lugares mais baratos ainda e com um pouco menos de conforto fica lá. O setor é super democrático, de V0s a V7 e dividido entre Far Plateau, Middle Plateu e Close Plateau. Um pôr do sol lindo trouxe ainda mais brilho para o nosso fim de primeiro dia.

BKC_9978
Theo escalando com a linda vista do Close Plateau
Rocklands
Parceirinho
BKC_9958
A expedição dos dinossauros estava a todo vapor!
BKC_9957
E continuava!
Rocklands Latiturde 22
Com a energia contagiante do lugar papai mandou o Girl on Our Mind 6B+ flash 🙂
Rocklands Alpha Excelsior
Uma variante 6a+ que o Scott Noy nos apresentou.

No outro dia fomos ao setor Roadside  onde  passamos um inesquecível dia de escalada nesse setor maravilhoso e não menos democrático. A rocha permite que você escale por um bom tempo sem degastar muito os dedos. Havia mais um menininho por lá, um holandês, que fez companhia para Nina e Theo.

BKC_0374
V3 que não lembro o nome…
Rocklands
Lika no mesmo V3 que o Purga está me devendo o nome! rs
Rocklands Alpha Excelsior
Cassy 6a+ à vista (sem crash 🙂
BKC_0373
Um dos muito soninhos durante o dia
BKC_0345
Simbora na trilha (uns 20 minutinhos, plana e linda!
Rocklands Latitude 22 escalada _2
Bruno sacando o boulder e as crianças. Energia deliciosa dos nossos dias! Foto by Purga

Lá conhecemos as primeiras Proteas, as flores símbolos da África. Essa flor é muito interessante pois além de lindíssima e de ter várias espécies, para que ela floresça com força, é necessário queimar o pé  todo. Antes de serem queimadas quando já estão secas elas parecem flores de madeira e foi assim que o Theo as batizou.

Protea
Linda Protea – flor símbolo da África do Sul

Alguns boulders foram batizados pelas crianças lá, temos o tartaruga e o Chimi, dois boulders que o Theo escalou e nominou. (Scott, é contigo para colocar no guia).

Rocklands Alpha Excelsior
Theo serelepando
BKC_0349
Aaron o amiguinho holandês que ficou o dia todo com o Theo & Nina

No dia de descanso fomos para um pequeno parque de águas quentes, chamado Citrusdal. Ele fica há uma hora de Clawilliam, tem algumas pequenas piscinas (banheiras naturais) de água quente, na qual ficamos como saquinhos de chá mergulhados e brincando nelas. Eles também tem umas piscinas grandes, mas a água estava tão quente que não conseguimos aguentar muito tempo. O restaurante não abre o dia todo e fora dos horários só serve salgadinhos e comidinhas empacotadas, que tiveram que ser o nosso almoço. Como tínhamos planos de comer no restaurante, não fomos preparados. Então leve lanche.

Dá uma olhada nesses banhos, por aqui.

IMG_5787

Outro setor que conhecemos foi o Archie Valley. Esse é um setor de muitos boulders clássicos, no alto da região do Far Plateau, com uma linda vista panorâmica. Ventou muito nesse dia, tanto de chegar a incomodar, então se tornou um pouco mais cansativo, porque como o chão é formado por areia, ela entrava muito nos olhos das crianças, mas mesmo assim, vencemos o vento e passamos o dia lá.

BKC_0293-Edit
Nós, cheíssimos de areia (ventava muito nesse setor)
BKC_0258
A vista maravihosa, uma das regiões mais altas que fomos.
BKC_0253
Querido e route setter tio Purga, com toda a paciência sempre treinando o Theo!
SRocklands Alpha Excelsior
Um 7a que não saiu cadena ao lado do Sex Etiquette 6C da Lisa Rands

E decicimos ir num dos mais distantes setores, num outro dia. O Sassies. Ele ficava há uns 30 min de carro. Achamos o estacionamento, ficamos um pouco perdidos com as instruções do guia sobre como chegar lá. Entramos numa porteira com uma ponte e caminhamos por 30 minutos, a instrução eram 10 min. Não achamos nada. Chegamos no pé da montanha e vimos apenas que estávamos na região mais “selvagem” de toda a viagem, começamos a ver uns animais não usuais das regiões mais habitadas, muitos, muitos buracos de cobra no chão e começamos a ficar preocupados. Decidimos voltar e ir pro outro lado. Caminhamos então para  a direita, mais uns 30 min e continuamos sem achar nada. Demos almoço para as crianças,  prestando bastante atenção nas redondezas e voltamos para outro setor, afim de não perdermos o dia. Fomos então para o Fields of Joy, no alto da montanha. Logo a lado do de Parkhuys. Ele requer uns 10 min de caminhada (só adultos), montanha acima. Com crianças que fazem sua trilha no chão, como o Theo, demoramos  pelo menos uns 20 minutos, pois ele tinha algumas escaladas no caminho e muito trepa pedra para vencer, pouco a pouco. E nosso guerreirinho fez sua trilha sozinho!

A vista é linda! O setor é um pouco espalhado e de cume, então não dá pra deixar as crianças soltas, pois é mais perigoso e os boulders apresentam graduação mais alta também.

Ao retornarmos para a fazenda, alguns escaladores que nos ouviram dizendo para onde iríamos, vieram comentar que o setor era realmente perigoso, pois era local onde haviam cobras cuspideiras, que se elevavam na altura das crianças e cuspiam veneno. Enfim, acreditamos muito que foi para nos proteger que não encontramos o setor!

BKC_0440
Na trilha para o setor Sassies (que não encontramos)
BKC_0425
Vida no deserto
BKC_0424
Theo que nos guiou, havia pegadinhas brancas por toda a trilha!
BKC_0421
Nina curiosa e animada!
BKC_0419
Queridos Tio Purga e tia Lika!

E para fechar nosso período de escalada, voltamos ao Far Plateau, os setores do Plateau foram os meus favoritos, pela distância, pela base que é ótima para as crianças brincarem e pelos boulders maravilhosos!

BKC_0665
indo embora depois de um tempo inesquecível!
BKC_0647
Tio Evan no minki 7b
BKC_0545-Edit
3 palhacinhos!
BKC_0602
Theo e Roiboos, companheiro da Alpha Excelsior que ficava no pico conosco
Screenshot 2017-05-22 18.47.54-Edit
Bote que não saiu mas sai na próxima 🙂
Screenshot 2017-05-22 20.20.29-Edit
V3 que não lembramos o nome. Essa foto é um screen shot do filme. Pra mostrar que nem tudo são flores, Nina chorava muito pedindo a mamãe – como se escala assim????! Não podia tirar ela do colo! o(
Campari Orange 6b
Campari Orange 6b

Uma das noites, Becky e James fizeram uma pizzada, regada a vinho e cerveja, muita conversa boa e risada. Pizzas deliciosas feitas pelos dois, bom vinho e cerveja e amigos reunidos…uma noite memorável!

Alpha excelsior escalada Rocklands
Noite da pizza, todos os escaladores locais reunidos para uma pizzada inesquecível!
Alpha excelsior escalada Rocklands_2
Nossa turminha

Não podíamos deixar de agradecer os amigos que fizemos lá e tornaram nossa passada por Rocklands ainda mais inesquecível! Evans e Stephen. Nos encontramos por acaso, Evans é aquele mineirinho que vive há muito tempo fora do Brasil mas ainda não perdeu seu “uai sô” (será que mineiros um dia perdem?). Gente boníssima, ficou amigo nosso e das crianças, levou a todos os picos e escalamos juntos! Agora é torcer pra esse mundão nos juntar novamente por algum lugar!

Evans tem um blog que conta da viagem incrível que ele fez. Vale a visita!

E para fecharmos nosso período em Rocklands, fomos visitar a casa de chá de Roiboos, uma casinha charmosíssima, cheia de chás deliciosos e produtos naturais.

IMG_2641
Nina brincando de servir chá na casa de chás. Ela se deliciou!
IMG_2640
A carinha da casa de chás.

Com muita gratidão e saudades encerramos nossa visita em Rocklands e partimos para Cape Town, Franschhoek, Garden Route, Safari e Johanesburgo! Vem conosco!

http://crashpaddiaries.tumblr.com/
nós o)
Destaque

Apresentando a neve para as crianças

G0429953Theo andava pedindo para conhecer a neve já há algum tempo. Concordo que as vontade de uma criança de 4 anos não são lá super enfáticas, mas aí deixou na mãe dele a sementinha da vontade de levá-lo para fazer anjinho, guerra de neve e bonecos…

Foi quando descobri milhas vencendo da Air France. E não dá pra desperdiçar minhas valiosas certo? Elas dariam pra duas passagens, catando mais um pouco de milhas da Delta que é da mesma aliança, algumas horas de internet buscando um voo que saísse por milhas nas duas companhias e voilá, nos renderam 4 dias em Santiago. Como não tínhamos férias nem nada, era o máximo que dava pra passar. Suficiente para alguns bonecos de neve, anjinhos e guerrinhas.

Então que venha Santiago. A ideia aqui é contar um pouquinho de uma viagem pra neve com criança e bebê, a busca da melhor estação onde desse pra todo mundo se divertir um pouquinho. Escolhemos Santiago porque é a forma mais rápida de ver a neve na América do Sul. Bariloche, Ushuaia e outros destinos, necessitariam de conexão e um dia todo disponível para chegar lá, tudo o que nós não tínhamos. Mas se tiver mais tempo, não recomendo a neve de Santiago. Mais dura (dificilmente se tem neve em pó, aquela neve molinha e gostosa de cair), mais caro (esquiar em Santiago sai quase o dobro por dia do que em outros destinos) e mais deslocamento para chegar a montanha ( a não ser que vc fique hospedado no Valle, o que é ainda mais caro, você terá que encarar 1 hora de van ou transporte particular até o Cerro, todos os dias). Mas no nosso caso, era com certeza a melhor opção.

Passagens em mãos, vamos as hospedagens. Nossa primeira idéia é sempre flat ou apartamento, para termos a cozinha a nossa disposição. Dessa vez não foi diferente. Achamos um apartamento (tem centenas em Santiago) bem avaliado, no último bairro de Santiago (que diminuiria um pouco o tempo no transporte para a montanha) e novinho.

Você pode conhecer o apartamento nesse link.

Depois postaremos o que achamos dele. Mas um fato já foi bem positivo. Eles fornecem um número de whats app, mandei pedindo berço, informações sobre transportes em horários alternativos para as estações de esqui e eles prontamente me ajudaram e foram de muita gentileza. Estrelinha pra eles. O site é bom, os apartamentos são novos (já ficamos em apartamentos bem velhinhos e com menos manutenção, pelo mesmo preço) e tem portaria 24h.

Roupas de neve. Sim, precisamos das roupas especiais. O aluguel delas custa cerca de U$15 por dia. Então vai do seu uso. Bruno e eu já temos as roupas. As crianças tinham metade. Achamos mais vantagem aproveitar uma viagem a trabalho e trazer as roupas de fora do que alugar lá. Saiu o mesmo preço e ficaremos com elas. Detalhe, já tínhamos metade das coisas, por isso ficou vantajoso. Se for experimentar 2 ou 3 dias de neve, sem previsão de volta, com as crianças crescendo feito capim novo, melhor alugar! Onde? Falaremos mais abaixo.

Transporte para as estações. Se for de manhã, para passar o dia, tem várias formas. Tour que leva nas 3 estações principais (Farellones, La Parva e Valle Nevado), almoça por lá, brinca na neve e traz de volta pro hotel no final do dia. Você pode checar um exemplo dessa van por aqui. Van que faz o transporte para alguma estação específica (sai em torno da 7:30, 8 da manhã) e retorno lá pelas 17. Ou particular. Os preços dentre as agências que fazem saem mais ou menos a mesma coisa. Esse é o link de uma empresa grande, situada em Las Condes, que faz além do transporte, o aluguel de roupas, aulas de ski e aluguel de equipamento. Muitas empresas em Las Condes fazem essse esquema. Ela é uma boa referência, de confiança para subir ao cerro.

Não recomendo alugar carro. Além do trânsito ser pesado, serem mais de 60 curvas, perigo de black ice (gelo congelado na pista), pode ter a necessidade de correntes, é cansativo, depois de um dia na neve, descer dirigindo com extrema atenção e trânsito, montanha abaixo por mais de 1 hora. Uso transporte alternativo.

Um dica que achei preciosa e que é o que vamos usar. No primeiro dia, não subiremos a montanha de manhazinha, iremos mais tarde porque nosso voo chegará de madrugada. O pessoal do hotel, via whats app, nos recomendou o UBER Ski, dentro do aplicativo do Uber mesmo. Carros novos, 4×4, com correntes, que ficam a sua disposição o tempo inteiro, só pra vc e sua família, mas com a possibilidade de compartilhar, caso esteja sozinho ou queria. Pela metade do preço dos transportes particulares oferecidos pelas agências. Isso mesmo, metade do preço, com muito mais conforto! Um transporte particular de agência está cobrando nesse ano, cerca de U150.000 pesos e o Uber está cobrando 85.000. Esse Uber vai longe! Depois a gente conta a nossa experiência! Dá uma olhada nele nesse link.

Para completar as boas novas, se for para Valle Nevado Ski Resort, o visitante que vier de Uber pode solicitar ao motorista um voucher, que dá 15% de desconto no ingresso que dá acesso às pistas e aos teleféricos. E, na volta, não há nem necessidade de se preocupar em pedir um outro carro, pois o motorista que fez o trajeto até o Valle Nevado é o mesmo que leva os passageiros de volta a Santiago, que podem combinar o horário de retorno diretamente com o condutor.

Essas são as dicas e a organização antes da nossa viagem. Volta aqui para ver como ela foi e se todo esse nosso planejamento funcionou!

Acampando no Parque Nacional de Itatiaia com crianças e bebês

Em fevereiro desse ano Bruno e eu fu fomos para o parque Nacional de Itatiaia comemorar o aniversário dele. Sem as crianças, no final de semana do aniversário dele e  fizemos o que mais alimenta nossa alma…escalar uma via clássica. Fomos para fazer a Chaminé do Idalício e acampar. Era meu presente para ele.

E nesse acampamento, pensávamos o tempo todo em voltar e acampar com as crianças lá, propiciar essa experiência inesquecível que só esse lindo parque pode dar.

Voltando um pouquinho, Itatiaia é um dos lugares mais incríveis para quem ama montanha. É o primeiro Parque Nacional Brasileiro, intitulado em 1937 e fica na Divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. E embora o tempo nas cidades esteja com quase 30graus, lá em cima pode ter a certeza que o friozinho chegará aos seus 10 graus a noite. Sem contar a vegetação de alta montanha e as paisagens de renovar qualquer espirito cansado de cidade!

Para inspirar antes mesmo de começarem a ler o nosso relato, dá um olhadinha nesse filme abaixo, quem sabe ele não serve de inspiração para ler o relato todo e já correr pro site agendar seu próprio acampamento!

 

E então planejamos para um final de semana após a liberação da entrada de carros. Já começamos com dicas para quem quer ir lá com crianças pequenas. Algumas épocas do ano, o símbolo do parque – o lindo sapo flamenguinho, está em reprodução. Esse período coincide com verão e época de chuvas. Em 2017, a partir de maio se encerrou esse período e então os carros com ocupantes que irão acampar podem passar e ir até o estacionamento do abrigo. Qual a diferença? Toda…são 4km entre a entrada do parque e o abrigo. Se não for autorizado a entrar com o carro, terá que estacionar na entrada do parque e caminhar esses 4km com as crianças e todo o equipamento. Isso pode não ser complicado para uma família com uma criança ou para pais “sherpa”, ou crianças maiores. No nosso caso, com 2 crianças, acampando em junho (com maior friaca) era bastante coisa e ir de carro até o local faria a diferença.

Turma em Itatiaia
Nossa turma completa, 12 adultos e 6 crianças e bebês.
Outro ponto muito importante a ser considerado quando se pensa em acampar lá. Quando acabam as chuvas e começa a “temporada” de montanha, o resto do Brasil também tem a idéia de acampar lá. Isso torna conseguir vaga de camping e abrigo uma aventura a parte.

O parque é extremamente organizado. Para acampar lá ou dormir no abrigo Rebouças, é preciso fazer reserva com antecedência. Essa reserva pode ser feita com 30 dias de antecedência do dia desejado, através desse site.

Nós tentamos duas vezes antes de conseguir a vaga. Primeiro porque queríamos ir com amigos, mais de 10 pessoas. A capacidade do camping são 16 barracas, sendo que 4 ficam abertas para pessoas que chegam sem reserva, no dia. Exatamente a meia-noite entramos em duas pessoas no site e tentamos fazer a reserva para 4 barracas cada uma. Mas efetivamos nossa tentativa 00:04. Não foi dessa vez, naquele final de semana não conseguimos efetivar a reserva.

Decidimos outra data e exatamente meia-noite da noite de 30 dias de antecedência, lá estávamos nós de novo. E dessa vez conseguimos, reservamos 8 barracas! Parecíamos crianças ganhando um doce delicioso! É sempre assim? Para a temporada de montanha sim (junho a agosto), para grupos maiores, sim. E for fora desses meses ou nesses meses apenas uma barraca, isso não será problema.

E aí começamos os preparativos. Ver quem realmente iria, decidir comidinhas e nos prepararmos para a previsão do tempo (torcendo por tempo aberto).

A previsão era de tempo bom, mas bem frio. Uma dica de boa previsão para lá é o Accuweather, que é bem preciso.

Lá no parque também tem uma pequena estação meteorológica que é muito boa, e sempre vale o acesso para saber quais são as condições atuais de lá. Dá um olhadinha!

Para entrar no parque precisa pagar. Para acampar também. Mas sabe, a gente paga com prazer porque o parque está tão bem cuidado, tão bem controlado. Bom seria se esse exemplo fosse seguido por todos os parque brasileiros! Os preços podem ser checados aqui.

Aliás, esse guia do Visitante do parque do link acima tem muitas informações super úteis. Vale a pena a leitura dele!

Saímos 6 da manhã de São José dos Campos. Para nós são duas horas e pouquinho de viagem.  Na entrada da estrada do parque, num lugar chamado Garganta do Registro, tem uns cafés com pamonha, pão com linguiça, queijos canastra. Enfim, parada quase obrigatória na ida e na volta!

Chegamos 8 e pouco no parque. Para nossa surpresa, o lugar do camping só tem vaga para 4 ou 5 carros. E já estava cheio das pessoas que tinham chegado no dia anterior. Liberaram dois carros para entrar (nós estávamos em 6). Então separamos os maiores carros e colocamos todas as coisas nos dois e algumas mães e as crianças. E o restante das pessoas foram a pé. Na chegada a maior diversão foi escolher o lugar da barraca (o camping muito organizado já tem os lugares pré-definidos e bem demarcados) e começar a montar. As crianças não cabiam em si de tanta felicidade! E como lá tb tem muuuuuita pedra, os pequenos escaladores subiam as pedras o tempo todo. Sempre tinha um pai que precisava estar acompanhando essas pequenas mãozinhas intrépidas.

Escolhemos fazer a base das prateleiras no primeiro dia e a base do Agulhas no segundo.

Para almoço, nós dividimos uma refeição para todas as crianças para cada mãe. Então no almoço do primeiro dia foram iscas de frango à milanesa, penne sem molho, tomatinhos, pepino, cenourinhas. Para os adultos cada casal levou seu lanche.  A caminhada para a base das Prateleiras tem uns 4km, de subidas, descidas e planos. Não é fácil para crianças pequenas. Os bem pequenos foram em mochilas e os maiorzinhos caminharam. Principalmente o final da caminhada é mais complicado, bastante trepa pedra com certa exposição, que requer cuidado com eles e mesmo conosco quando carregamos eles. Mas nada que não dê pra fazer.

Itatiaia2017-5491
Primeiro almoço da galerinha.
Outra opção, que duas famílias que estavam conosco fizeram, para evitar o trepa pedras e ir para a Pedra da Maçã, que tem uma caminhada mais fácil e uma base de pedra grande onde as crianças podem se divertir bastante, mas não tem a vista de cume. As duas opções são ótimas, dependendo da motivação e o que faz sentir mais confortável! Para ir para a base do prateleiras, é legal que sejam pessoas habituadas com montanha (ao menos para ir com crianças) com conhecimento de caminhar com mais exposição.

E o presente foi a vista linda que curtimos lá de cima. O piquenique nas alturas e a sensação de fazer o que mais faz bem para nossa alma!

Itatiaia2017-5539
um dos fotógrafos e malucos por filmes (dá pra notar né).

Itatiaia2017-5582
No meio do trepa pedra.

Itatiaia2017-5589
Pedras a vencer!

Itatiaia2017-5609
descanso merecido

Itatiaia2017-5519
Aproveitando a trilha

2I2A8802-Edit
No cume, deu 5 minutos e cadê o Bruno? Quando vimos, tinha corrido com uma galera que estava escalando a Sexto Sentido, uma via na base das Prateleiras e ele conseguiu uma brechinha para conhecer essa via linda!
Voltamos felizes e realizados (e pra baixo todo santo ajuda né). Ao chegarmos, o friozinho chegou conosco. Quando o sol se põe na montanha, o frio chega muito rapidamente. Então tratamos de agasalhar bem as crianças e fazer a jantinha deles para esquentá-los. E é claro, como bons habitantes das montanhas, dormir com as  galinhas.

Itatiaia2017-5633
Pra baixo todo santo ajuda!
Algumas dicas para quem ainda não acampou com crianças em lugares mais frios. È extramente importante, para todos, um isolante térmico, que é como um colchãozinho, que pode ser enchido com ar ou tem alguns de borracha. Ele tem a função de isolar a friagem do solo e faz toda a diferença! E depois um colchão de ar e cobertores ou saco de dormir. Ah, só o colchão de ar direto no chão também passa a friagem, então com colchão de ar também é necessário colocar um isolante por baixo. Bom saco de dormir e cobertores!

Para roupas, sempre uma segunda pele (aquele minhocão de antigamente também vale), ou as roupas térmicas tipo encontradas ne Decatlhon, que são técnicas e tem a função de manter a temperatura corpórea estável. Aliás, acho essas roupas importantes para se ter. Elas são coringas para inverno e passeio em lugares mais frios.

Por cima das roupas térmicas ou minhocão, um fleece, dependendo do frio um fleece mais grosso e um jaquetão. Mas isso chega a prepara-los até para a neve. Em caso de não ter essas roupas técnicas todas, uma camiseta de manga longa de algodão, uma blusinha de lã, um moletom grosso e uma jaqueta. Para adultos e crianças.

Itatiaia2017-5698
Já agasalhadinho para o frio da noite, brincando enquanto o jantar é preparado.

Itatiaia2017-5710
A mamãe aqui esqueceu luva!!! Foi com meia mesmo. Ela adorou!
Voltando ao jantar, as crianças tomaram uma deliciosa sopa que uma das queridas mães levou congelada para todos! Tomaram, repetiram e se deliciaram! Eles estavam tão entusiasmados com as lanternas, a noite que caiu, as estrelas, a sopa em estilo piquenique, todos juntos na maior festa. Eles estavam suuuper cansados também, pois caminharam muito, então foi só comer e já estavam prontos para dormir. Ah, banho nem pensar, não podíamos esfriar aqueles corpinhos…eles tomariam banho no dia seguinte, quentinhos em casa.

Itatiaia2017-5715
Banquete da noite. Esse é o abrigo do camping, fica protegido do frio e com mesa, um luxo só!
Para os adultos, cada casal novamente com sua comida. Teve cardápio super variado, arroz com vários ingredientes, massa com cogumelos e creme de leite, feijão com linguiça…e um vinho porque o frio estava intenso!

Uma linda noite estrelada, fotos noturnas e cama, porque o dia seria intenso!

2I2A8878
Como presente, noite de lua cheia!
Pegamos 4 graus negativos!!!! Um frio que doía tudo pela manhã! Os pais com certeza sofreram mais o que as crianças a noite, pois ficamos a noite toda preocupados se eles não estavam saindo do saco de dormir, se descobrindo, etc. Eles estavam descansados e felizes!

De manhã, até o rio estava congelado! Uma experiência inesquecível!

Itatiaia2017-5786
Rio congelado

Itatiaia2017-5779
Caminho congelado

Itatiaia2017-5822
e a atração da manhã, gelo por todo lado!
Café da manhã no sol para esquentar do corpo, com alegria de quem via o sol nascer num lugar especial, de quem desfrutava da companhia de amigos com a simplicidade e a grandeza desta paisagem e estávamos prontos para mais uma aventura.

Itatiaia2017-5798
Café da manhã na “cozinha” do camping. Bora esquentar o corpo!
As barracas precisam ser desmontadas até as 9 da manhã, para não pagar mais uma diária. Fizemos isso, colocamos as coisas no carro e então fomos para ponte pênsil, antes da base do Agulhas. A caminhada é bem mais leve, praticamente plana. Mas não por isso menos bonita! As crianças podem caminhar sem riscos, tem uma ponte que eles adoraram. E várias pedras no caminho para escalar. Uma vista bonita entre Agulhas e Prateleiras.

Voltamos fazendo bagunça no carro, comemos lanche na para quase obrigatória da garganta do registro e viemos pra casa de alma refeita. E já pensando quando e onde seria a próxima aventura.

Itatiaia2017-5935-Edit
Carinha de realizados no segundo dia nesse paraíso!
Aos amigos que tornaram essa viagem inesquecível: Luka, Eduardo, Purga, Lika, Ciça, Júlio, Camila, Shibas, Alvadi e Taciane e as crianças que foram a motivação desse lindo encontro: Theo, Nina, Alécia, Sofia, Léo e Pedro…obrigada por tudo!

 

Itatiaia2017-5617-Edit
Família unida na base das Prateleiras

Itatiaia2017-5615-Edit
Um pouco da paisagem da base das Prateleiras

Itatiaia2017-5646
Bruno na trilha com os pequenos

Itatiaia2017-5654
Momentos na linda trilha

Itatiaia2017-5679
Alguem capotou na volta

Itatiaia2017-5666
Theo e Leca aprontando

Itatiaia2017-5880
Ponte da trilha das agulhas

Itatiaia2017-5881
Nina na ponte

Itatiaia2017-5883
Ponte do Agulhas

Itatiaia2017-5860
Theo e Leca

Itatiaia2017-5841
Ponte de saída para trilha do agulhas

Itatiaia2017-5801
Mama 🙂

Apresentando a neve para as crianças, parte 2

G0249894

Assim, logo no começo te convido a ver como foi nossa viagem. Filme curtinho mas feito com o coração!

Chegamos as 2 da manhã em Santiago. Normalmente viajar com bebês é ainda mais cansativo se não comprar a passagem do bebê e for com ele no colo. Como nossas passagens foram com milhas e tentamos viajar mais gastando menos, a Nina iria no colo. Uma coisa boa e rara nesse vôo foi que como ele era noturno (madrugada adentro), estava com baixa ocupação e com isso conseguimos poltrona adicional para eles ficarem. E aí foi um conforto só! Vôo rapidinho, estreamos o uber e Santiago e rapidinho chegamos no apart hotel que ficamos. Camas arrumadinhas, bercinho prontinho, toalhas limpas e felpudas, ap super moderninho e exatamente como nas fotos. As crianças estavam empolgadíssimas, 3 da manhã todo mundo fazendo lanche pra irmos dormir! O link do apart é esse aqui.

No dia seguinte acordamos mais tarde, fizemos comprinhas no supermercado logo ao lado e fomos de uber as 11 da manhã pra estação. Nossa idéia era ira para Farellones, tentar passar o dia brincando um pouco na neve, mas estava insegura do que seria permitido pra Nina fazer em Farellones, pois tudo começava a partir de 1.10m de altura e ela não tinha nem perto disso. Pelo que tinha conseguido de informação (até liguei para lá) ela só poderia entrar na estação se tivesse mais de 1,10m de altura, achei tão esquisito!!! Esse é um ponto para ficar atento quando for pra neve, principalmente com bebês e não sair frustrado, o que será possível fazer de atividades com eles!

Dividimos isso com o Nicolas, nosso motorista super gentil do uber e ele tinha crianças e nos deu a dica de ir até um campo de neve aberto, antes de Farellones, onde muitos chilenos vão passar o dia com as crianças. Não é uma estação, é um campo de neve aberto, com morros, neve fofa. E passar para alugar o trenó num desses lugares da subida da serra. O bom é que não tem custo nenhum, o ruim é que tb não tem infra-estrutura nenhuma. Como não íamos passar o dia inteiro e sim umas 5, 6 horas, achamos  uma boa pedida. Nesses casos, é bom levar lanche, água e, se precisar pedir para o uber parar em lanchonetes/restaurantes para banheiro. Como o uber fica o dia todo com a gente, isso não seria problema. E foi a melhor ideia! Alugamos o trenó e partimos pra montanha. Lá, achamos a nossa pedra como local do piquenique, abrimos a favela (opa, piquenique) e começamos a brincar. Boneco de neve, anjinho, guerrinha de bola de neve, descidas e mais descidas de trenó. Muita diversão em família! Pegamos um sol maravilhoso e um dia inesquecível. A Nina ainda bebê, demorou um pouco para se habituar, mas o Theo saiu do taxi mergulhando de peixinho na neve!

Enfim, para experiências com bebês e crianças pequenas, achei esse passeio maravilhoso!

G0369931
Nossa favelinha/piquenique

G0580041

G0730097
Theo e seu boneco de neve. As crianças tinham óculos, mas era impossível fazê-los ficar com eles!

Voltando, banho de banheira na criançada, sopão cheio de legumes, carboidratos e carnes, bem quentinho e cama, pois no dia seguinte, estação de novo! Essa é mais uma dica pra economizar. Alugar casa e cozinhar. Para muitas pessoas sei que isso não significa férias, mas pra quem gosta de viajar mais e poder economizar um pouco, isso ajuda muito! Além de vc conseguir manter os horários das crianças, elas poderem ir dormir cedo, você consegue evitar as inúmeras massas e bifes com batata frita dos menu kids de restaurantes. Nós vamos em restaurantes, mas em dias como esse, bastante intensos, chegar em casa e poder fazê-los descansar, com refeições de boa qualidade, ajuda muito a manter o ritmo da viagem.

E de manhã, combinamos com o Nicolas e partimos. Dessa vez fomos para a estação El Colorado, uma estação que o uber dava desconto e não era muito grande. Mas como iríamos fazer revezamento com a Nina enquanto o outro esquiava e o Theo tinha aulinha, uma estação não muito grande já serviria pro intento. Ah, o preço normal dessa estação já é em torno de 30 a 40% menor que Valle Nevado, por exemplo.

Essa é a estação que fomos.

Alugamos equipamento na subida (mas depois vimos que lá em cima estava o mesmo preço, pelo menos nessa estação). Fizemos a matrícula do Theo para a aula que seria a tarde e começamos a revezar. Enquanto um brincava com as crianças na neve, o outro ia andar de snowboarding um pouco. Levamos lanches e comemos nossos lanches mesmo, a ideia era comprar almoço ao menos pras crianças, mas o tempo foi passando e quando vimos já estava quase na hora da aula do Theo, então não daria tempo de sentar em restaurante. Como sempre levamos várias opções de comidinhas e lanches, conseguimos nos virar bem! O preço da aula saiu 50% mais barato que o Valle Nevado (somando aula +  equipamento). E a escolinha foi muito legal, uma professora atenciosa, 6 aluninhos por professora. Único ponto é que não podia ficar perto dele e ele nunca tinha feito uma aula longe da mãe ou do pai, então fiquei angustiada.

G0930491
Theo reconhecendo os esquis
G0990510
Na aulinha
G0900482
ficando em pé

Mas pudemos ficar num café acima dele e assistimos ao longe (dava pra ouvir um pouquinho) e ver o que estava acontecendo. A mãe aqui babando dele aprendendo a se virar com pequeninos esquis. E assim continuamos nosso revezamento. Um ficava com a Nina no café, brincando com a neve, lendo livrinhos e de olho no Theo fazendo aulas e o outro subia esquiar. Passamos um dia delicioso! Ficamos até a estação fechar! Como o tempo foi delicioso e a neve estava em pó, aproveitamos muito o dia! Ah, Theo teve um bônus que durante a tarde a neve caiu, sem frio e sem vento, ou seja, tempo perfeito na montanha pra uma viagem inesquecível!

G0860468

G1040534
Nosso companheiro chocolate quente para as paradinhas
G0840462
pés de esqui e bota de snowboarding

No outro dia nosso voo era no fim da tarde, então ficamos por Santiago, vinhozinhos comprados ao fim da viagem pra levar pra casa e voltamos com uma linda experiência na memória e no coração.

G1210588

Bjs e até a próxima, que será a nossa viagem para a África do Sul, com escalada, vinícolas, Cape Town e Safari! E ainda terá Atacama, Fontainebleau, Estados Unidos, Chapada Diamantina e por aí vai!

Seja bem-vindo!

AtacamaQuando sua essência pede pela inconformidade e a sua necessidade te leva a rotina do trabalho-casa, mas mesmo assim você se vê eternamente numa busca do que te faça sentir o sangue correndo pelas veias.
Acho que nossa família é um pouco assim. Antes de sermos “família”, quando éramos somente Bruno e eu, apesar de trabalharmos, termos uma rotina pesada, vivíamos com as cabeças nas nuvens e os pé com rodinhas, todos os finais de semana, todos os feriados prolongados, as férias, enfim, todas as oportunidades que tínhamos estávamos com o pé da estrada e de preferência a mão no magnésio e tocando rocha.
E a vontade de sermos família chegou e com ela compramos o primeiro item indispensável pra todo bebê…uma mochila cargueira de carregar bebês nas costas, pelo menos para nós, foi a primeira compra que fizemos!
E o Theo chegou, e com ele o amor de uma família e a vontade de mostrar o quanto esse mundão é lindo e continuar com nossa essência, aquilo que nos faz sentir vivos. Depois veio a Nina, a logística para escalar e viajar ficou um tanto mais complicada (dois não são dois, são 4, quem tem dois confirme o que digo), mas ainda assim possível.
A idéia desse blog é antiga, a iniciativa é que nunca acontecia. Bruno fotografa com o coração, o mesmo com que eu planejo nossas viagens e aventuras. Queremos dividir com amigos e futuros amigos que viajar para escalar e fazer viagens menos convencionais com crianças (duas ainda no nosso caso) não é impossível. Temos experiência em viagens tanto profissionais quanto pessoais e hoje conseguimos planejar viagens com relativo baixo custo, cheio de dicas de como acontecer, da melhor logística e sempre respeitando as necessidades dos nossos pequenos e as nossas expectativas. Nossa idéia é dividir isso com vocês, além de presentear com lindas fotos desses lugares que passamos. Você é nosso convidado, viaje com a gente e planeje a sua próxima viagem com nossas idéias!

ferias_fev-2655