Acampando no Parque Nacional de Itatiaia com crianças e bebês

Em fevereiro desse ano Bruno e eu fu fomos para o parque Nacional de Itatiaia comemorar o aniversário dele. Sem as crianças, no final de semana do aniversário dele e  fizemos o que mais alimenta nossa alma…escalar uma via clássica. Fomos para fazer a Chaminé do Idalício e acampar. Era meu presente para ele.

E nesse acampamento, pensávamos o tempo todo em voltar e acampar com as crianças lá, propiciar essa experiência inesquecível que só esse lindo parque pode dar.

Voltando um pouquinho, Itatiaia é um dos lugares mais incríveis para quem ama montanha. É o primeiro Parque Nacional Brasileiro, intitulado em 1937 e fica na Divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. E embora o tempo nas cidades esteja com quase 30graus, lá em cima pode ter a certeza que o friozinho chegará aos seus 10 graus a noite. Sem contar a vegetação de alta montanha e as paisagens de renovar qualquer espirito cansado de cidade!

Para inspirar antes mesmo de começarem a ler o nosso relato, dá um olhadinha nesse filme abaixo, quem sabe ele não serve de inspiração para ler o relato todo e já correr pro site agendar seu próprio acampamento!

 

E então planejamos para um final de semana após a liberação da entrada de carros. Já começamos com dicas para quem quer ir lá com crianças pequenas. Algumas épocas do ano, o símbolo do parque – o lindo sapo flamenguinho, está em reprodução. Esse período coincide com verão e época de chuvas. Em 2017, a partir de maio se encerrou esse período e então os carros com ocupantes que irão acampar podem passar e ir até o estacionamento do abrigo. Qual a diferença? Toda…são 4km entre a entrada do parque e o abrigo. Se não for autorizado a entrar com o carro, terá que estacionar na entrada do parque e caminhar esses 4km com as crianças e todo o equipamento. Isso pode não ser complicado para uma família com uma criança ou para pais “sherpa”, ou crianças maiores. No nosso caso, com 2 crianças, acampando em junho (com maior friaca) era bastante coisa e ir de carro até o local faria a diferença.

Turma em Itatiaia
Nossa turma completa, 12 adultos e 6 crianças e bebês.
Outro ponto muito importante a ser considerado quando se pensa em acampar lá. Quando acabam as chuvas e começa a “temporada” de montanha, o resto do Brasil também tem a idéia de acampar lá. Isso torna conseguir vaga de camping e abrigo uma aventura a parte.

O parque é extremamente organizado. Para acampar lá ou dormir no abrigo Rebouças, é preciso fazer reserva com antecedência. Essa reserva pode ser feita com 30 dias de antecedência do dia desejado, através desse site.

Nós tentamos duas vezes antes de conseguir a vaga. Primeiro porque queríamos ir com amigos, mais de 10 pessoas. A capacidade do camping são 16 barracas, sendo que 4 ficam abertas para pessoas que chegam sem reserva, no dia. Exatamente a meia-noite entramos em duas pessoas no site e tentamos fazer a reserva para 4 barracas cada uma. Mas efetivamos nossa tentativa 00:04. Não foi dessa vez, naquele final de semana não conseguimos efetivar a reserva.

Decidimos outra data e exatamente meia-noite da noite de 30 dias de antecedência, lá estávamos nós de novo. E dessa vez conseguimos, reservamos 8 barracas! Parecíamos crianças ganhando um doce delicioso! É sempre assim? Para a temporada de montanha sim (junho a agosto), para grupos maiores, sim. E for fora desses meses ou nesses meses apenas uma barraca, isso não será problema.

E aí começamos os preparativos. Ver quem realmente iria, decidir comidinhas e nos prepararmos para a previsão do tempo (torcendo por tempo aberto).

A previsão era de tempo bom, mas bem frio. Uma dica de boa previsão para lá é o Accuweather, que é bem preciso.

Lá no parque também tem uma pequena estação meteorológica que é muito boa, e sempre vale o acesso para saber quais são as condições atuais de lá. Dá um olhadinha!

Para entrar no parque precisa pagar. Para acampar também. Mas sabe, a gente paga com prazer porque o parque está tão bem cuidado, tão bem controlado. Bom seria se esse exemplo fosse seguido por todos os parque brasileiros! Os preços podem ser checados aqui.

Aliás, esse guia do Visitante do parque do link acima tem muitas informações super úteis. Vale a pena a leitura dele!

Saímos 6 da manhã de São José dos Campos. Para nós são duas horas e pouquinho de viagem.  Na entrada da estrada do parque, num lugar chamado Garganta do Registro, tem uns cafés com pamonha, pão com linguiça, queijos canastra. Enfim, parada quase obrigatória na ida e na volta!

Chegamos 8 e pouco no parque. Para nossa surpresa, o lugar do camping só tem vaga para 4 ou 5 carros. E já estava cheio das pessoas que tinham chegado no dia anterior. Liberaram dois carros para entrar (nós estávamos em 6). Então separamos os maiores carros e colocamos todas as coisas nos dois e algumas mães e as crianças. E o restante das pessoas foram a pé. Na chegada a maior diversão foi escolher o lugar da barraca (o camping muito organizado já tem os lugares pré-definidos e bem demarcados) e começar a montar. As crianças não cabiam em si de tanta felicidade! E como lá tb tem muuuuuita pedra, os pequenos escaladores subiam as pedras o tempo todo. Sempre tinha um pai que precisava estar acompanhando essas pequenas mãozinhas intrépidas.

Escolhemos fazer a base das prateleiras no primeiro dia e a base do Agulhas no segundo.

Para almoço, nós dividimos uma refeição para todas as crianças para cada mãe. Então no almoço do primeiro dia foram iscas de frango à milanesa, penne sem molho, tomatinhos, pepino, cenourinhas. Para os adultos cada casal levou seu lanche.  A caminhada para a base das Prateleiras tem uns 4km, de subidas, descidas e planos. Não é fácil para crianças pequenas. Os bem pequenos foram em mochilas e os maiorzinhos caminharam. Principalmente o final da caminhada é mais complicado, bastante trepa pedra com certa exposição, que requer cuidado com eles e mesmo conosco quando carregamos eles. Mas nada que não dê pra fazer.

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Primeiro almoço da galerinha.
Outra opção, que duas famílias que estavam conosco fizeram, para evitar o trepa pedras e ir para a Pedra da Maçã, que tem uma caminhada mais fácil e uma base de pedra grande onde as crianças podem se divertir bastante, mas não tem a vista de cume. As duas opções são ótimas, dependendo da motivação e o que faz sentir mais confortável! Para ir para a base do prateleiras, é legal que sejam pessoas habituadas com montanha (ao menos para ir com crianças) com conhecimento de caminhar com mais exposição.

E o presente foi a vista linda que curtimos lá de cima. O piquenique nas alturas e a sensação de fazer o que mais faz bem para nossa alma!

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um dos fotógrafos e malucos por filmes (dá pra notar né).

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No meio do trepa pedra.

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Pedras a vencer!

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descanso merecido

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Aproveitando a trilha

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No cume, deu 5 minutos e cadê o Bruno? Quando vimos, tinha corrido com uma galera que estava escalando a Sexto Sentido, uma via na base das Prateleiras e ele conseguiu uma brechinha para conhecer essa via linda!
Voltamos felizes e realizados (e pra baixo todo santo ajuda né). Ao chegarmos, o friozinho chegou conosco. Quando o sol se põe na montanha, o frio chega muito rapidamente. Então tratamos de agasalhar bem as crianças e fazer a jantinha deles para esquentá-los. E é claro, como bons habitantes das montanhas, dormir com as  galinhas.

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Pra baixo todo santo ajuda!
Algumas dicas para quem ainda não acampou com crianças em lugares mais frios. È extramente importante, para todos, um isolante térmico, que é como um colchãozinho, que pode ser enchido com ar ou tem alguns de borracha. Ele tem a função de isolar a friagem do solo e faz toda a diferença! E depois um colchão de ar e cobertores ou saco de dormir. Ah, só o colchão de ar direto no chão também passa a friagem, então com colchão de ar também é necessário colocar um isolante por baixo. Bom saco de dormir e cobertores!

Para roupas, sempre uma segunda pele (aquele minhocão de antigamente também vale), ou as roupas térmicas tipo encontradas ne Decatlhon, que são técnicas e tem a função de manter a temperatura corpórea estável. Aliás, acho essas roupas importantes para se ter. Elas são coringas para inverno e passeio em lugares mais frios.

Por cima das roupas térmicas ou minhocão, um fleece, dependendo do frio um fleece mais grosso e um jaquetão. Mas isso chega a prepara-los até para a neve. Em caso de não ter essas roupas técnicas todas, uma camiseta de manga longa de algodão, uma blusinha de lã, um moletom grosso e uma jaqueta. Para adultos e crianças.

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Já agasalhadinho para o frio da noite, brincando enquanto o jantar é preparado.

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A mamãe aqui esqueceu luva!!! Foi com meia mesmo. Ela adorou!
Voltando ao jantar, as crianças tomaram uma deliciosa sopa que uma das queridas mães levou congelada para todos! Tomaram, repetiram e se deliciaram! Eles estavam tão entusiasmados com as lanternas, a noite que caiu, as estrelas, a sopa em estilo piquenique, todos juntos na maior festa. Eles estavam suuuper cansados também, pois caminharam muito, então foi só comer e já estavam prontos para dormir. Ah, banho nem pensar, não podíamos esfriar aqueles corpinhos…eles tomariam banho no dia seguinte, quentinhos em casa.

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Banquete da noite. Esse é o abrigo do camping, fica protegido do frio e com mesa, um luxo só!
Para os adultos, cada casal novamente com sua comida. Teve cardápio super variado, arroz com vários ingredientes, massa com cogumelos e creme de leite, feijão com linguiça…e um vinho porque o frio estava intenso!

Uma linda noite estrelada, fotos noturnas e cama, porque o dia seria intenso!

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Como presente, noite de lua cheia!
Pegamos 4 graus negativos!!!! Um frio que doía tudo pela manhã! Os pais com certeza sofreram mais o que as crianças a noite, pois ficamos a noite toda preocupados se eles não estavam saindo do saco de dormir, se descobrindo, etc. Eles estavam descansados e felizes!

De manhã, até o rio estava congelado! Uma experiência inesquecível!

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Rio congelado

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Caminho congelado

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e a atração da manhã, gelo por todo lado!
Café da manhã no sol para esquentar do corpo, com alegria de quem via o sol nascer num lugar especial, de quem desfrutava da companhia de amigos com a simplicidade e a grandeza desta paisagem e estávamos prontos para mais uma aventura.

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Café da manhã na “cozinha” do camping. Bora esquentar o corpo!
As barracas precisam ser desmontadas até as 9 da manhã, para não pagar mais uma diária. Fizemos isso, colocamos as coisas no carro e então fomos para ponte pênsil, antes da base do Agulhas. A caminhada é bem mais leve, praticamente plana. Mas não por isso menos bonita! As crianças podem caminhar sem riscos, tem uma ponte que eles adoraram. E várias pedras no caminho para escalar. Uma vista bonita entre Agulhas e Prateleiras.

Voltamos fazendo bagunça no carro, comemos lanche na para quase obrigatória da garganta do registro e viemos pra casa de alma refeita. E já pensando quando e onde seria a próxima aventura.

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Carinha de realizados no segundo dia nesse paraíso!
Aos amigos que tornaram essa viagem inesquecível: Luka, Eduardo, Purga, Lika, Ciça, Júlio, Camila, Shibas, Alvadi e Taciane e as crianças que foram a motivação desse lindo encontro: Theo, Nina, Alécia, Sofia, Léo e Pedro…obrigada por tudo!

 

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Família unida na base das Prateleiras

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Um pouco da paisagem da base das Prateleiras

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Bruno na trilha com os pequenos

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Momentos na linda trilha

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Alguem capotou na volta

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Theo e Leca aprontando

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Ponte da trilha das agulhas

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Nina na ponte

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Ponte do Agulhas

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Theo e Leca

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Ponte de saída para trilha do agulhas

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Mama 🙂

Destaque

Aventuras pela África do Sul – Parte 3- Safari de verdade com baixo custo!

 

Garden Route

E então chegou a hora do Safari! Deixamos Franschhoek, nosso pneu da van furou (alugamos da Avis e estava careca!) e em 6 horas chegamos no hotel da Rota Jardim. A estrada é linda, tranquila, com postos para parada. Tirando a mão inglesa, de resto é super simples.

Como decidimos por esse hotel é uma história que vale a pena ser contada. Busquei muito, muita navegação na internet para conseguir um resort com game reserve (aqueles resorts que tem dois safaris por dia nos jeeps/pequenos caminhões – característicos dos safaris). O primeiro problema foi achar resorts que aceitassem crianças pequenas. A grande maioria dos hotéis aceitam apenas crianças a partir de 9 ou 12 anos. Aí encontrei algumas opções que aceitam crianças pequenas e bebês (como era meu caso), mas com um preço que eu não conseguia pagar. É o caso do Sabi Sabi. E aí se esgotaram as opções que encontrei nos blogs em português. Então comecei a buscar outras opções de blogueiros de outros países. Acabei conhecendo uma agência especializada em safaris, de Londres. Ela tinha muitas opções, para todos os bolsos, gostos e idades! E ainda mais, tem sempre muitas promoções. Nós fechamos com essa agência e eu recomendo demais. Um pré e pós venda impecáveis! Me procuraram diversas vezes antes da viagem com dicas, documentação, informações do hotel e da região.

Dá uma olhada na agência, lá com certeza deve ter alguma opção com seu gosto e bolso, além de muitas promoções!

O hotel que escolhemos foi esse aqui. Tinha pelo menos umas 3 opções no site, mas esse hotel, na época em que ficamos estava com uma promoção excelente, pagava 3 noites e ficava 4, com café e jantar (meia pensão) e dois safaris por dia. Ele não é luxuoso, mas li muito bem a respeito e adorei a nossa decisão.

Esse foi o hotel, ele saiu por causa da oferta dessa agência, cerca de USD150 por noite, toda a família (lembrando que o preço de balcão desse hotel é cerca de USD250 por noite)

Apesar de não ter o luxo dos resorts 5 estrelas, ele é lindo, tem um atendimento delicioso e tem tudo o que precisamos! Ao chegarmos, eles foram muito atenciosos. Sucos, bonezinho e kit para as crianças. No quarto, um cesto com brinquedos, dvds e pipoca de micro-ondas para as crianças. Já teria um safari naquele fim de tarde. Mas achamos que seria muito para as crianças e preferimos ficar curtindo o quarto, dando um banho de banheira bem gostoso nas crianças e nos preparando para o jantar.

Muitas pessoas perguntam quanto dias ficar num game reserve. A maioria passa apenas dois dias, claro que por causa do custo, eu acho 2 noites pouco, fica corrido para poder encontrar todos os animais da reserva (3 safaris). Creio que o ideal sejam 3 noites. Você consegue ficar um dia completo no hotel. Nós ficamos 4, para nós foi legal para desacelerar da viagem, descansar, ficar um pouco de pernas pro ar. E tem algumas atividades para fazer lá, logo irei passar por elas.

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Vista dos quartos
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Os elefantes eram nossos companheiros nas refeições – vista do café da manhã
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cabaninhas perdidas na savana
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nossa piscina

Os jantares sempre gostosos, as bebidas não estavam inclusas, mas os preços bem justos, vinhos deliciosos e com preços pouco mais caros que de lojas especializadas. Sempre tinha opções de sopas, diversas saladas, opções vegetarianas e menu kids. Acabou que nem precisamos pedir menu kids no jantar, pois dava para comer super bem o buffet, sempre com muitas opções de carnes, massas, legumes. Ah, e tem carne de caça em todas as refeições, carne de javali, gnu, avestruz. Eu não fui muito nelas não, mas o Bruno aproveitava!!!

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Todas as refeições tinham um menu de sobremesa incluso. De manhã, o safari começa bem cedo, antes do sol nascer, para acompanhar os animais nos horários de maior movimentação deles. Ou seja, estava meio escuro e bem frio! Antes do safari eles servem um desjejum básico, com café, chás e chocolates quente, alguns biscoitos e petit-four e bolinhos salgados, Algo para comer rapidinho antes de sair para o Safari. E as crianças ganharam todas as manhãs um kit lanche, com fruta, iogurte, cereais, que leva no jeep. Eles nos ofereciam uns ponchos bem longos e quentinhos, pois como o jeep é aberto, o frio era grande. Estávamos muito excitados nesse nosso primeiro safari! Encapotados deixando apenas o olho e nariz de fora, cobertores, máquina fotográfica e muita vontade!

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safari
Esse foi nosso Ranger querido, Abby, que com tanto conhecimento e delicadeza nos colocou no mundo desses animais. Fizemos safaris só a gente ele e com tda a paciência do mundo, parava a cada pássaro, procurava porco espinho (Theo segura o espinho que ganhou de presente), esperávamos o hipopótamo sair da água. Enfim, nosso mutio obrigado ao Abby que tornou nossa viagem inesquecível, desde nossa chegada no hotel!

O primeiro elefante avistado foi motivo de muita alegria. Visitar um animal no seu habitat natural, com seu espaço respeitado, faz muita diferença. Acho que essa é a grande magia de um safari. Os animais estão na casa deles, sendo respeitados, com o mínimo possível de intervenção humana e você é que vai “engaiolado” e visitar e conhecer seus hábitos.

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Uma coisa muito legal que fizeram foi dar um mapa da reserva, giz de cera e um catálogo com desenhos de todos os animais que moram nela. Theo ficava maluco tentando achar algum animal, depois localizar no catálogo da reserva e marcar que ele tinha visto. Vamos guardar essa recordação pra sempre!

Nina amava ver as girafas, os rinocerontes, leões, elefantes e todos os outros. Ela dava gritinhos e falava muito do jeitinho dela, excitada em vê-los! Mas para o Theo a viagem foi inesquecível! Ele sempre se interessou muito por ciências naturais e estava muito curioso sobre os hábitos dos animais, o que comiam, onde dormiam, qual a velocidade de fuga…enfim, essa experiência marcou o coração e a vidinha dele como nada até o momento tinha feito! Recomendo demais para os pais que tenham essa possibilidade!

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Perto das 9 da manhã, o primeiro safari se encerra e é a hora do café da manhã. Aí sim, um super café da manhã, completíssimo. E o restaurante tinha vista para alguns grandes animais, como elefantes e girafas (quando eles estavam passeando, porque a reserva era grande e nem sempre eles estavam por perto).

Depois do café, fomos visitar o cento de répteis do hotel. Eles têm cobras, tartarugas, crocodilos. As crianças puderam caminhar junto com tartarugas gigantes e pequenas, apostaram corridas com elas, tocaram em cobras e olharam (de trás do muro) os crocodilos.

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Almoçamos no restaurante, com um bom cardápio à la carte, menu kids com algumas opções bem gostosas (espetinhos de abobrinha com tomate, bifinho, macarrão a alho e óleo. Ah, a batata frita era batata doce, até isso foi melhor que o esperado!

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Dia de piscina e almoço pós Safari.

Durante a tarde a Nina dormia o sono dela e o Theo brincava no parque, lá fora, nos espaços para as crianças. Tinha a piscina, mas não era aquecida, isso é algo que poderia ser melhorado no hotel. E no final do dia, tínhamos mais um safari que acabava na fogueira, com chá, chocolate quente e aperitivos alcoólicos para aquecer e ver o pôr do sol. Depois banho e jantar gostoso!

Conseguimos avistar quase todos os animais que as crianças estavam com expectativa. Faltou apenas o porco espinho (que é enorme na África, cerca de 1m de altura). Ele tem hábitos noturnos e não fizemos nenhum Safari noturno. E o hipopótamo. Sempre que chegávamos pertos dos lagos onde eles ficavam, conseguíamos ver seu nariz e olhos, mas eles não saíram da agua nenhuma vez para que pudéssemos vê-los inteiros!

O hotel tinha uma lojinha/boutique. Itens lindos e de bom preço. Foi ótimo para comprar as últimas lembranças (a lista de lembranças sempre cresce) com preço bem legal, quase a mesma coisa das lojinhas de artesanato das cidades.

No último Safari, tivemos um dia de auge com a cheetah e os leões, foi um dia lindo, onde eles estavam agitados. Passamos 4 dias procurando pela cheetah e conseguimos achá-la! Foi inesquecível!

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E o rei até sorriu pra gente!
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E parou para fazer pose no meio das flores….
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Ela foi a estrela do nosso Safari, pela alta velocidade, é difícil encontrá-la!
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Nossa amiga cheetah

Agora um pouquinho das flores sul-africanas…merecem um destque!

 

E as estrelas do Safari…os animais!

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Os pássaros…como fizemos vários safaris, tivemos tempo para apreciá-los!

 

Nossa amiga leoa, um gatinho bem crescido, segundo as crianças

 

E as savanas africanas lindíssimas sob o sol da manhã e de fim de dia

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E como terminávamos nosso dia pós safari, numa fogueira com chocolate quente e aperitivos!

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Mini-fotógrafos, com celular e com nada, pois a criatividade é quem manda!
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E assim, cheios de decobertas e alma plena, terminamos nosso safari!

 

Deixamos o hotel para nossa última perna: Johanesburgo.

Fomos do hotel para George, uma cidade há cerca de 1 hora de onde estávamos, assim não precisaríamos voltar. A logística é um item que deve ser muito bem pensado em viagens como essa. Gosto muito de pegar um carro num lugar e devolver em outro. Isso encarece, porque acrescenta a taxa de devolução em lugar diferente, mas vale a pena, pois podemos seguir viagem sem ter que voltar.

Procurei por passagem de baixo custo entre George e Johanesburgo. Achei passagens por 1/3 do valor da South African na companhia Fly Safair. Fiquei com receio de aviões sem manutenção, atrasos, etc. Procurei por reviews e vi que era uma boa companhia. Foi um bom negócio, tivemos que pagar as malas despachadas a parte (mas custaram 15 reais cada).

Johanesburgo

Nos falaram tanto sobre o perigo da cidade que fiquei um tanto alarmada, confesso. Então planejamos apenas dois dias por lá. Ficamos num hotel super legal ao lado de um centrinho comercial com restaurantes e lojas muito legais.

Fomos visitar o Museu do Apartheid. Nossa, foi impressionante! Na entrada você já sente a classificação entre negros e brancos, as entradas são diferentes (na compra do ingresso, você aleatoriamente é classificado como negro ou branco e deve usar a entrada específica). A entrada custa em torno de USD7.

A história do Mandela é contada com riqueza de detalhes, assim como fica muito claro o amor que eles têm pelo querido Madiba e tudo o que ele fez pelos sul-africanos. Detalhes de torturas, das guerras e conflitos pelos quais o país passou são contados com muita música e recursos audiovisuais. Por muitas vezes você se emociona e se já estava apaixonado pela África do Sul, você aprende a respeitar ainda mais o país e todos os problemas pelos quais eles tem lutado contra.

Foi lindo ao final do passeio, encontramos uma turma de escola de crianças, em torno dos seus 6 anos. Eles estavam assistindo um show em homenagem ao Mandela, ao lado de frases dele. Nesse ponto você pegava uma varinha colorida e colocava na frente da sua frase escolhida. As crianças fizeram a atividade e começaram a cantar e dançar a música em homenagem a ele, de forma espontânea. Eles têm tanta musicalidade, tanta dança, tanta energia. Não teve como não parar tudo apenas ficar com o coração batendo mais forte com aqueles pequeninos cantando e dançando com tanta emoção! Foi lindo!

Essa é a música que estava tocando. Não é o mesmo vídeo, não encontrei o que passava no museu, mas encontrei esse clipe lindo do Johnny Clegg. Imaginem uma turma de escola, com toda a musicalidade, infância e inocência cantando essa música.

A visita para Johanesburgo acabou sendo mais contemplativa e de choque de realidade. Os taxis que pegamos tinham medo de andarem em determinadas ruas, mesmo durante o dia, tinham spray de pimenta no carro. Nos falavam todo o tempo sobre os perigos de andarmos na cidade. No taxi, no hotel, no restaurante. Claro que isso nos amedrontou. Não vimos nem vivenciamos nada, apenas sentimos que ainda há muito caminho a ser trilhado por lá para que o Apartheid seja esquecido, se torne apenas uma amarga lembrança. Ainda vimos resquícios de pontos de ônibus para brancos e negros, em geral distinção entre as profissões e pessoas e uma certa discriminação, principalmente em Johanesburgo,

O apartheid só acabou em 1990, é muito recente, feridas ainda estão abertas. O país ainda sangra com essa dor. Não tivemos apartheid nem nada tão escancarado, mas não tem como não compararmos com nossa própria situação. Não estamos muito longe, mas isso é assunto para outra história.

Uma dica sobre esse museu. Estávamos procurando desde o começo da viagem, alguns CDs de músicas africanas. Na loja desse museu tinha livros, cds, dvds, camisetas, enfim…nela encontramos os cds que tanto procuramos!

Sawabona Shikoba!

SAWABONA é um cumprimento usado no sul da África e quer dizer: “Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim”.

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA, que é:

“Então, eu existo para você”

Dicas gerais

Vacina de febre amarela com certificado internacional é obrigatório! Tome a vacina em qualquer postinho e depois vá em algum hospital que transcreva para o certificado internacional. Aqui em São José dos Campos, o hospital Pró-Infância faz isso e cobra R$25,00 por certificado. Caso contrário, o aeroporto de Guarulhos também faz.

Compramos chip assim que chegamos lá, pois utilizamos o waze do nosso celular. Então não tinha a minha linha telefônica liberada (e nem pretendia usa-la), mas tinha meu whats-app com número do Brasil, e acesso à internet!

Instale o Uber se você ainda não usa. Ele foi suuuuper útil, pois mão inglesa na estrada vai, mas nas cidades….

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Obrigada por ter chegado até aqui e te esperamos na próxima viagem!
Destaque

Aventuras pela África do Sul – Parte 2 – Cape Town e Franschhoek

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Panorâmica da praia de Boulders, onde os pinguins moram
Cape Town 

Vencido nosso tempo de Rocklands, era a vez de explorarmos Cape Town. Mais 3 horas de mão inglesa, quando chegamos em Cape decidimos não usar mais o carro e ficar só de Uber, que era super barato. Pois era um pouco estressante dirigir na cidade com a mão inglesa (rotatórias então, davam curto no cérebro).

Nossa casa foi alugada no AirBNB, bem próximo ao Waterfront, o que nos deixava muito bem localizados para tudo. A casa era maravilhosa, tipo casa de sonhos mesmo, cozinha americana toda em inox, quartos lindos e bem decorados, banheiro de sonho. Proprietários amáveis e atenciosos. Não podíamos ter sido mais bem recebidos em Cape Town. Chegamos e fomos ao Waterfront e Aquário, passear e jantar.

Um conselho que ouvimos bastante foi o de ficar dentro da zona turística, é bem simples de achar essa informação no google e realmente acho importante. Precisamos lembrar que o apartheid ainda é muito recente na África e existem zonas realmente perigosas. Não vimos e nem passamos por nenhum caso em Cape Town, mas ficamos basicamente nessa área. A região do Waterfront é mais do que indicada. Foi a cidade que achei mais casas lindas por preços razoáveis, então, aproveite bem a escolha!

Logo na chegada fomos no WaterShed, uma feira de produtos de design que dá vontade de comprar tudinho, mas é mais caro que as lojinhas normais. Mas tem produtos bem diferentes também. Vale a pena a passada lá.

Ao lado fica o Aquário, que e algo entre um oceanário e um aquário, com vários grandes tanques. As crianças tiraram fotos dentro de um deles que tem centenas de peixe palhaço, viram tartarugas e peixes gigantes. Uma visita cheia de experiências novas para eles.

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Na casa do peixe-palhaço. A carinha deles já diz tudo!
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Um dos tanques
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o túnel de peixes, segundo o Theo
O Waterfront é charmosíssimo, cheinho de restaurantes, lojinhas, lugar obrigatório para turistas e compras de lembrancinhas. E não é perigoso. Nessa região, caminhávamos com tranquilidade, com câmera a mostra e tudo. Mas saindo dessa região, andávamos sem câmera fotográfica e apenas de Uber.

Li muito sobre segurança nas cidades onde passamos. A zona turística de Cape Town é muito de boa, mas saindo dela, cuidado, sem câmeras, relógios, iphones a mostra. Vale a pena o cuidado.

Tiramos a foto clássica da vista da Table Mountain e jantamos lá mesmo, num restaurantinho delicioso. As refeições saíam em torno de 30 dólares para 2 adultos e 2 crianças, com vinho. Ou seja, super barato! Segue esse restaurante.

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Foto que não podia faltar. Emoldurando a Table Mountain.
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Waterfront ao por do sol.
No segundo dia, tínhamos a melhor previsão de tempo, e decidimos então que era o dia da Table Mountain. Nosso plano era subir a pé, com Nina na mochila e Theo caminhando. Quando começamos os primeiros de centenas e centenas de degraus altos, que para um criança de 4 anos era uma pequena escalada cada um, decidimos mudar de planos. O Bruno foi na caminhada e eu subi de teleférico com eles. Foi a melhor decisão pois ele não ia aguentar essa subida. Precisamos lembrar que ele tinha apenas 4 anos.

Caminhada Table Mountain Latitue 22 Africa do Sul
Quando começamos a caminhada.
Os tickets custam em torno de 30 dólares por pessoa, não são baratos, mas valem muito a pena.

Chegamos antes do Bruno, claro, caminhamos e fizemos escaladinhas lá por cima, exploramos, as crianças lancharam e nisso o papai chegou. Juntos e muito felizes por estarmos tendo mais essa experiência, fomos almoçar na lanchonete lá de cima. Sabe o que surpreende? No alto de uma montanha, onde os insumos chegam apenas por teleférico, um restaurante de verdade, com refeições e taças de vinhos e atendendo a milhares de pessoas por dia. E mais, preços acessíveis, nada abusivo pelo lugar onde estávamos. Comemos, com uma deliciosa pipoca doce de sobremesa, passamos na lojinha e voltamos gratos e plenos para casa!

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Vista da trilha
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Nos esperando o papai, tio Purga e tia Lika
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Visual de la de cima
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Brincando de tal mae tal filha
Assim, no próximo dia, íamos finalmente conhecer a praia de Boulders, que tem a colônia de pinguins. Cedo nos dirigimos para o Cabo da boa esperança, distante cerca de 1 hora de Cape Town. Todos os parques lá são nacionais e pagos. Paramos primeiro no parque do cabo da boa esperança. No caminho, passamos por Simons Town e tivemos que desviar de macacos atravessando a rua. Lá no parque, vimos muito mais macacos e avestruzes. Lá tb venta muito, então leve casaco.

Ao entrarmos no parque do Cabo da Boa esperança, pagamos a entrada e dirigimos mais uns 20 minutos até o cabo. Muitos avestruzes, babuínos de todos os tamanhos um mar revolto e bastante turista. Se for avaliar pelo lado natureza, é bonito, mas nada excepcional. O que faz o lugar se tornar especial é lembrar que aquele cabo faz parte da nossa história também, e tudo o que aconteceu além mar naquela ali naquele lugar. Isso foi muito legal!

Não alimente nenhum daqueles animais. Eles são soltos, livres e buscam seu alimento sozinhos. Não vamos interferir na cadeia alimentar deles, ok? Aliás, esse é um pouco que respeitei muito na África do Sul. Os animais são livres e convivem em harmonia com as pessoas, nessas regiões menos urbanas, você encontra cervos, antílopes, macacos, babuínos, tartarugas, todos livres. E não estamos falando em Safari.

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Paramos nosso caminho para o ilustre morador atravessar a rua!
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Cabo da Boa Esperança!
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Babuíno lindo que parou para a foto (mas não podemos chegar muito perto)
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Finalzinho da África…
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filhotes de babuínos
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florzinha de lá
Voltando desse passeio, resolvemos almoçar em Simons Town, numa restaurante que estava como número 1 do tripadvisor e a escolha não poderia ser mais acertada! Lindo, super bom gosto, vintage, com atendimento cuidadoso e comida deliciosa. Chama-se  The Lighthouse Café e recomendo quase como passagem obrigatória fazendo esse passeio!

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Lindíssimo restaurante e a comida maravilhosa!
Ele também não saiu da média dos 30 a 40 dólares para a nossa família, com vinho e cerveja e pratos para as crianças.

E para fechar nosso dia, fomos ver os famosos pinguins. Eu estava mais ansiosa que as crianças.

O pinguim-africano (Spheniscus demersus) é a única espécie dos 17 pinguins conhecidos que vive na costa da África. Parente próximo – são do mesmo gênero – dos três pinguins que moram na América do Sul (o pinguim-de-Magalhães, o de Humboldt e o de Galápagos), o africano quase foi extinto na natureza e hoje é considerado pela União Internacional para a Conservação da Natureza como ameaçado de extinção.

Em 1982, um casal pioneiro de pinguins-africanos foi avistado na praia e adotou o lugar como casa. Desde então, e devido a ser parte de um parque com alta taxa de preservação, hoje eles são em torno de 3000 pinguins.

O ingresso custa 5 dólares por pessoa (crianças não pagam) e pode entrar na reserva. Mas mais uma vez ponto para a África. Você anda em passarelas sobre a vegetação, causando quase nada de impacto sobre ela e os pinguins ficam soltos. Eles são danados, como a cerca é bem baixinha, volta e meia você tem que esperar um pinguim cruzar a passarela ou andar na sua frente. Não é para tocá-los (eles mordem) e nem alimentá-los. O barulho é alto! Dei muita risada ao ver minha pequena de dois anos e meu maior imitando o jeito de andar de um pinguim e fazendo o mesmo barulho que eles fazem!!!  Experiências que espero que eles consigam lembrar alguma coisa (pelo menos tem fotos).

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A trilha onde se caminha para chegar até os pinguins.
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um duplinha linda
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os donos do show
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e a praia que é a casa deles
Esse é um passeio que dá bem para fazer num dia. Cabo da Boa esperança, almoçar em Simons Town e praia de Boulders dos pinguins. E voltar ao anoitecer!

No outro dia, mais lembrancinhas, passeios no centro e Waterfront e bora mudar totalmente de paisagem! Agora era vez de subir um pouco para outra região montanhosa e mais fria, Franschhoek e conhecer as melhores vinícolas da África do Sul!! E depois Safari e Johanesburgo.

Franschhoek

Esse é um passeio que tb dá para fazer de bate e volta de Cape Town, mas Franschhoek é tão linda, tem tanta vinícola, hotel e restaurante bom que vale a penas gastar uma ou mais noites lá! Foi o que nós fizemos! Fica apenas uma hora de Cape Town, mas vá dormir por lá. Não vai se arrepender!

Franschhoek é uma cidade que foi colonizada por franceses huguenotes, refugiados da perseguição religiosa. Eles trouxeram a cultura do vinho e da gastronomia. Hoje, apesar da língua francesa não ser mais falada na região, o vinho e a gastronomia local fizeram com que essa região (que pertence ao município de Stellenbosh) se tornasse a região turística de gastronomia e vinícolas do país. A alta qualidade dos vinhos e espumantes e as vinícolas que têm até 300 anos trouxeram a prosperidade e o turismo.

Ah, lá é uma cidade mais cara de hospedagem, então as coisas estavam fora do que estávamos dispostos a gastar por noite. Procuramos muito por tudo e achamos uma guest house no airbnb (e depois a descobrimos no tripadvisor) que foi uma surpresa deliciosa!  A proprietária é Austríaca, que morou muito tempo na Namíbia e depois constitui família e fez hotelaria na China. Agora comprou uma casa linda em Franschhoek e abriu a guest house. Super bom gosto, cuidado com a preparação do quarto para nos receber, mimos como bombons, garrafa para aquecer água da mamadeira da nina, lenha para a lareira do quarto. Banheira antiga com sais de banho (nem precisa dizer que as crianças piraram né). E o café da manhã. Esse merecia um capítulo à parte! Tudo feito por ela e suas ajudantes, tudo artesanal e cheio de mimos, muffins, biscoitos, iogurte caseiro, waffle com morangos e creme, panquecas, e várias coisinhas como ovos com linguiça feitos na hora. Foi absurdo! Chama-se The Corner House.

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Nosso quarto, já personalizado pelas criancas
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Mimo da pousada
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Jardim da pousada
Na nossas visitas as vinícolas, como tínhamos apenas 2 dias, demos uma escolhida no que visitar. E optamos por Chamonix e Haute Cabriére (especializado em espumantes). A primeira porque sediava um restaurante que chama-se Racine e recentemente foi comprado pelo renomado chef sul africano Reuben Riffel. Agora ele chama-se Reuben’s Franschhoek (ele tem restaurante em Cape Town e alguns outros lugares também).

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Reuben’s
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Mais uma foto do restaurante
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Meu prato de delicioso de carne de porco
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Vinícola Haute Cabriére
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Haute Cabriére
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Nossa degustacao nela
Esta foi uma deliciosa surpresa da África do Sul. Faça reserva porque o restaurante é pequeno e bastante procurado. A vinícola é muito pequena e os vinhos são apenas razoáveis, mas o restaurante é surpreendente. Alta gastronomia, preço bem razoável. Mistura de sabores africanos e europeus super harmonizados e com aparência belíssima. O restaurante em si tb é um charme e o serviço muito atencioso. Fomos com crianças e até o prato kids era especial e elaborado, além de ser muito diferentes de bife com batata frita! Vale muito a ida a ele! E as crianças foram muito bem recebidas, algumas vezes em restaurantes melhores já tivemos caras feias. Depois da refeição, fizemos a degustação de vinhos.

A próxima foi a Haute Cabriére, lindíssima, grande vinícola, especializada em espumantes. Fizemos uma degustação personalizada (era super barata), visita as caves e dá-lhe provar espumantes!

Ah, uma coisa engraçada que nos aconteceu. Para irmos para a primeira vinícola, pegamos um Uber. Da primeira para a segunda, nada de achar Uber! Ai o dono da vinícola Chamonix, gentilíssimo, nos levou em seu carro até a próxima. E de lá, o pessoal da vinícola achou uma van para nos levar pro hotel. É tudo muito perto, cerca de 2km entre elas e o hotel, mas estávamos degustando vinhos o dia todo e não queríamos esse risco! Lá não conte com Uber. Negocie um taxi previamente se seu interesse for ficar degustando vinhos!

Ficamos com vontade de provar o restaurante La Motte, mas como é uma refeição de 5 courses e eles pedem até 4 horas para a refeição, imaginamos, mas só imaginamos (rs) que não iria ser nenhum mar de rosas com as crianças. Em resumo…no way. Mas se você estiver sem crianças, acho que deve ser maravilhoso!

No outro dia passeamos pela feira livre, lojinhas, comprinhas, supermercado. Fizemos uma visita a uma fábrica de chocolate, que na verdade derretem chocolate Callebaut e colocam em forminhas (não vale a pena). Mas a feira foi uma delícia. É dessas feiras que acontecem no domingo.

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Feira local
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Carne seca
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Theo curtiu (ele o pai só)
E então nos preparamos para um dos pontos altos da viagem, o Safari, que ficará para o próximo post!

Bjs e até o próximo!