Acampando no Parque Nacional de Itatiaia com crianças e bebês

Em fevereiro desse ano Bruno e eu fu fomos para o parque Nacional de Itatiaia comemorar o aniversário dele. Sem as crianças, no final de semana do aniversário dele e  fizemos o que mais alimenta nossa alma…escalar uma via clássica. Fomos para fazer a Chaminé do Idalício e acampar. Era meu presente para ele.

E nesse acampamento, pensávamos o tempo todo em voltar e acampar com as crianças lá, propiciar essa experiência inesquecível que só esse lindo parque pode dar.

Voltando um pouquinho, Itatiaia é um dos lugares mais incríveis para quem ama montanha. É o primeiro Parque Nacional Brasileiro, intitulado em 1937 e fica na Divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. E embora o tempo nas cidades esteja com quase 30graus, lá em cima pode ter a certeza que o friozinho chegará aos seus 10 graus a noite. Sem contar a vegetação de alta montanha e as paisagens de renovar qualquer espirito cansado de cidade!

Para inspirar antes mesmo de começarem a ler o nosso relato, dá um olhadinha nesse filme abaixo, quem sabe ele não serve de inspiração para ler o relato todo e já correr pro site agendar seu próprio acampamento!

 

E então planejamos para um final de semana após a liberação da entrada de carros. Já começamos com dicas para quem quer ir lá com crianças pequenas. Algumas épocas do ano, o símbolo do parque – o lindo sapo flamenguinho, está em reprodução. Esse período coincide com verão e época de chuvas. Em 2017, a partir de maio se encerrou esse período e então os carros com ocupantes que irão acampar podem passar e ir até o estacionamento do abrigo. Qual a diferença? Toda…são 4km entre a entrada do parque e o abrigo. Se não for autorizado a entrar com o carro, terá que estacionar na entrada do parque e caminhar esses 4km com as crianças e todo o equipamento. Isso pode não ser complicado para uma família com uma criança ou para pais “sherpa”, ou crianças maiores. No nosso caso, com 2 crianças, acampando em junho (com maior friaca) era bastante coisa e ir de carro até o local faria a diferença.

Turma em Itatiaia
Nossa turma completa, 12 adultos e 6 crianças e bebês.
Outro ponto muito importante a ser considerado quando se pensa em acampar lá. Quando acabam as chuvas e começa a “temporada” de montanha, o resto do Brasil também tem a idéia de acampar lá. Isso torna conseguir vaga de camping e abrigo uma aventura a parte.

O parque é extremamente organizado. Para acampar lá ou dormir no abrigo Rebouças, é preciso fazer reserva com antecedência. Essa reserva pode ser feita com 30 dias de antecedência do dia desejado, através desse site.

Nós tentamos duas vezes antes de conseguir a vaga. Primeiro porque queríamos ir com amigos, mais de 10 pessoas. A capacidade do camping são 16 barracas, sendo que 4 ficam abertas para pessoas que chegam sem reserva, no dia. Exatamente a meia-noite entramos em duas pessoas no site e tentamos fazer a reserva para 4 barracas cada uma. Mas efetivamos nossa tentativa 00:04. Não foi dessa vez, naquele final de semana não conseguimos efetivar a reserva.

Decidimos outra data e exatamente meia-noite da noite de 30 dias de antecedência, lá estávamos nós de novo. E dessa vez conseguimos, reservamos 8 barracas! Parecíamos crianças ganhando um doce delicioso! É sempre assim? Para a temporada de montanha sim (junho a agosto), para grupos maiores, sim. E for fora desses meses ou nesses meses apenas uma barraca, isso não será problema.

E aí começamos os preparativos. Ver quem realmente iria, decidir comidinhas e nos prepararmos para a previsão do tempo (torcendo por tempo aberto).

A previsão era de tempo bom, mas bem frio. Uma dica de boa previsão para lá é o Accuweather, que é bem preciso.

Lá no parque também tem uma pequena estação meteorológica que é muito boa, e sempre vale o acesso para saber quais são as condições atuais de lá. Dá um olhadinha!

Para entrar no parque precisa pagar. Para acampar também. Mas sabe, a gente paga com prazer porque o parque está tão bem cuidado, tão bem controlado. Bom seria se esse exemplo fosse seguido por todos os parque brasileiros! Os preços podem ser checados aqui.

Aliás, esse guia do Visitante do parque do link acima tem muitas informações super úteis. Vale a pena a leitura dele!

Saímos 6 da manhã de São José dos Campos. Para nós são duas horas e pouquinho de viagem.  Na entrada da estrada do parque, num lugar chamado Garganta do Registro, tem uns cafés com pamonha, pão com linguiça, queijos canastra. Enfim, parada quase obrigatória na ida e na volta!

Chegamos 8 e pouco no parque. Para nossa surpresa, o lugar do camping só tem vaga para 4 ou 5 carros. E já estava cheio das pessoas que tinham chegado no dia anterior. Liberaram dois carros para entrar (nós estávamos em 6). Então separamos os maiores carros e colocamos todas as coisas nos dois e algumas mães e as crianças. E o restante das pessoas foram a pé. Na chegada a maior diversão foi escolher o lugar da barraca (o camping muito organizado já tem os lugares pré-definidos e bem demarcados) e começar a montar. As crianças não cabiam em si de tanta felicidade! E como lá tb tem muuuuuita pedra, os pequenos escaladores subiam as pedras o tempo todo. Sempre tinha um pai que precisava estar acompanhando essas pequenas mãozinhas intrépidas.

Escolhemos fazer a base das prateleiras no primeiro dia e a base do Agulhas no segundo.

Para almoço, nós dividimos uma refeição para todas as crianças para cada mãe. Então no almoço do primeiro dia foram iscas de frango à milanesa, penne sem molho, tomatinhos, pepino, cenourinhas. Para os adultos cada casal levou seu lanche.  A caminhada para a base das Prateleiras tem uns 4km, de subidas, descidas e planos. Não é fácil para crianças pequenas. Os bem pequenos foram em mochilas e os maiorzinhos caminharam. Principalmente o final da caminhada é mais complicado, bastante trepa pedra com certa exposição, que requer cuidado com eles e mesmo conosco quando carregamos eles. Mas nada que não dê pra fazer.

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Primeiro almoço da galerinha.
Outra opção, que duas famílias que estavam conosco fizeram, para evitar o trepa pedras e ir para a Pedra da Maçã, que tem uma caminhada mais fácil e uma base de pedra grande onde as crianças podem se divertir bastante, mas não tem a vista de cume. As duas opções são ótimas, dependendo da motivação e o que faz sentir mais confortável! Para ir para a base do prateleiras, é legal que sejam pessoas habituadas com montanha (ao menos para ir com crianças) com conhecimento de caminhar com mais exposição.

E o presente foi a vista linda que curtimos lá de cima. O piquenique nas alturas e a sensação de fazer o que mais faz bem para nossa alma!

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um dos fotógrafos e malucos por filmes (dá pra notar né).

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No meio do trepa pedra.

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Pedras a vencer!

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descanso merecido

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Aproveitando a trilha

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No cume, deu 5 minutos e cadê o Bruno? Quando vimos, tinha corrido com uma galera que estava escalando a Sexto Sentido, uma via na base das Prateleiras e ele conseguiu uma brechinha para conhecer essa via linda!
Voltamos felizes e realizados (e pra baixo todo santo ajuda né). Ao chegarmos, o friozinho chegou conosco. Quando o sol se põe na montanha, o frio chega muito rapidamente. Então tratamos de agasalhar bem as crianças e fazer a jantinha deles para esquentá-los. E é claro, como bons habitantes das montanhas, dormir com as  galinhas.

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Pra baixo todo santo ajuda!
Algumas dicas para quem ainda não acampou com crianças em lugares mais frios. È extramente importante, para todos, um isolante térmico, que é como um colchãozinho, que pode ser enchido com ar ou tem alguns de borracha. Ele tem a função de isolar a friagem do solo e faz toda a diferença! E depois um colchão de ar e cobertores ou saco de dormir. Ah, só o colchão de ar direto no chão também passa a friagem, então com colchão de ar também é necessário colocar um isolante por baixo. Bom saco de dormir e cobertores!

Para roupas, sempre uma segunda pele (aquele minhocão de antigamente também vale), ou as roupas térmicas tipo encontradas ne Decatlhon, que são técnicas e tem a função de manter a temperatura corpórea estável. Aliás, acho essas roupas importantes para se ter. Elas são coringas para inverno e passeio em lugares mais frios.

Por cima das roupas térmicas ou minhocão, um fleece, dependendo do frio um fleece mais grosso e um jaquetão. Mas isso chega a prepara-los até para a neve. Em caso de não ter essas roupas técnicas todas, uma camiseta de manga longa de algodão, uma blusinha de lã, um moletom grosso e uma jaqueta. Para adultos e crianças.

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Já agasalhadinho para o frio da noite, brincando enquanto o jantar é preparado.

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A mamãe aqui esqueceu luva!!! Foi com meia mesmo. Ela adorou!
Voltando ao jantar, as crianças tomaram uma deliciosa sopa que uma das queridas mães levou congelada para todos! Tomaram, repetiram e se deliciaram! Eles estavam tão entusiasmados com as lanternas, a noite que caiu, as estrelas, a sopa em estilo piquenique, todos juntos na maior festa. Eles estavam suuuper cansados também, pois caminharam muito, então foi só comer e já estavam prontos para dormir. Ah, banho nem pensar, não podíamos esfriar aqueles corpinhos…eles tomariam banho no dia seguinte, quentinhos em casa.

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Banquete da noite. Esse é o abrigo do camping, fica protegido do frio e com mesa, um luxo só!
Para os adultos, cada casal novamente com sua comida. Teve cardápio super variado, arroz com vários ingredientes, massa com cogumelos e creme de leite, feijão com linguiça…e um vinho porque o frio estava intenso!

Uma linda noite estrelada, fotos noturnas e cama, porque o dia seria intenso!

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Como presente, noite de lua cheia!
Pegamos 4 graus negativos!!!! Um frio que doía tudo pela manhã! Os pais com certeza sofreram mais o que as crianças a noite, pois ficamos a noite toda preocupados se eles não estavam saindo do saco de dormir, se descobrindo, etc. Eles estavam descansados e felizes!

De manhã, até o rio estava congelado! Uma experiência inesquecível!

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Rio congelado

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Caminho congelado

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e a atração da manhã, gelo por todo lado!
Café da manhã no sol para esquentar do corpo, com alegria de quem via o sol nascer num lugar especial, de quem desfrutava da companhia de amigos com a simplicidade e a grandeza desta paisagem e estávamos prontos para mais uma aventura.

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Café da manhã na “cozinha” do camping. Bora esquentar o corpo!
As barracas precisam ser desmontadas até as 9 da manhã, para não pagar mais uma diária. Fizemos isso, colocamos as coisas no carro e então fomos para ponte pênsil, antes da base do Agulhas. A caminhada é bem mais leve, praticamente plana. Mas não por isso menos bonita! As crianças podem caminhar sem riscos, tem uma ponte que eles adoraram. E várias pedras no caminho para escalar. Uma vista bonita entre Agulhas e Prateleiras.

Voltamos fazendo bagunça no carro, comemos lanche na para quase obrigatória da garganta do registro e viemos pra casa de alma refeita. E já pensando quando e onde seria a próxima aventura.

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Carinha de realizados no segundo dia nesse paraíso!
Aos amigos que tornaram essa viagem inesquecível: Luka, Eduardo, Purga, Lika, Ciça, Júlio, Camila, Shibas, Alvadi e Taciane e as crianças que foram a motivação desse lindo encontro: Theo, Nina, Alécia, Sofia, Léo e Pedro…obrigada por tudo!

 

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Família unida na base das Prateleiras

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Um pouco da paisagem da base das Prateleiras

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Bruno na trilha com os pequenos

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Momentos na linda trilha

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Alguem capotou na volta

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Theo e Leca aprontando

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Ponte da trilha das agulhas

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Nina na ponte

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Ponte do Agulhas

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Theo e Leca

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Ponte de saída para trilha do agulhas

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Mama 🙂

Destaque

Aventuras pela África do Sul- Parte 1 – Escalada em Rocklands

E já que escalar é a nossa essência, bora pra mais uma empreitada…Rocklands!

E aqui tem um pequeno filme sobre como foram nossos dias em Rocklands, de longe até agora nossa viagem mais incrível! Dá para sentir um pouco do clima de lá, da nossa casa temporária, do café, das amizades, da escalada, e um pouquinho de tudo o que você vai ler aqui em baixo.

Como decidimos por essa viagem… bem temos uma única oportunidade de férias longas por ano e elas devem ser bem pensadas. Queria (e ainda quero) Tailândia e outros mais distantes, mas com 2 crianças pequenas e apenas 20 dias não considerei passar 2 dias em trânsito pra cada perna. Considerando a abertura de um compasso de uma perna de voo e no máximo 12 horas dentro do avião as opções eram Estados Unidos, Europa ou África.

Peraí…África? Então fui estudar um pouco as possibilidades.  Sempre tento conciliar nas escolhas das viagens experiências de escaladas e natureza (quase todo o tempo) com experiências culturais, conhecer o país, provar da comida e bebida local. Então pesquisando vi que a África era um ótimo destino.

Essa aventura foi feita com mais dois grandes e amados amigos, Purga e Lika, que além de companheiros, parceiros, são grandes tios e amados pelas crianças! Parceiros tão legais que já ficamos sonhando com a próxima com eles!

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E assim fechamos o destino. Mas sempre que viajamos para escalar, aproveitamos a oportunidade de conhecer o local onde estamos, os passeios, natureza, tudo. Então fomos atrás de informações do que seria legal para fazer com 2 crianças pequenas. Safari, quando se pensa em África, vem logo Safari na cabeça. A primeira idéia é de custo proibitivo, navegando um pouco mais na net, vi que dava para fazer algumas opções mais em conta. Vamos lá:

Krugger Park – tem a opção de fazer o safari por conta, ou seja, alugar um carro ou mesmo passeios bate e volta saindo de Johanesburgo e conhecer o Krugger. A grande vantagem é custo. As desvantagens que vi, você pode rodar o dia inteiro com seu carro e não cruzar os animais, porque nos horários de maior atividade deles, o parque está fechado para este tipo visitações e você acaba sem ver animais, ou os encontra deitados e passivos. Não era uma opção para nós passar o dia dentro do parque rodando. Aí partimos para os Games Reserve, que são como resorts, de todos os preço e níveis, que normalmente oferecem 2 safáris por dia, nos melhores horários (manhã e entardecer) e as refeições. Normalmente esses hotéis têm várias atividades durante o dia. Mas a maioria deles não aceita bebês, apenas crianças maiores de 12 anos e os que aceitam tem preços que para nós eram impraticáveis (mais de USD1000 a diária). Reduziu um pouco mais a lista.

Na região do Krugger, o mais visitado por quem vai com crianças é o Sabi Sabi (clique aqui), mas ele estava além das nossas expectativas de custo, lembrando que nossas viagens devem também ser econômicas, sem deixar de fazer nada. Então comecei a ver safaris em reservas privadas fora da região do Kruger, em outros parques e achamos inúmeras opções.  Quando chegarmos na parte do Safari desse nosso post, vou explicar bem sobre a nossa escolha. Perto de Cape Town, na região do Garden Route, existem vários. Esse era um ponto positivo, um pouco menos de estrada com as crianças. E aí fechamos o Game reserve por lá mesmo.

Nosso roteiro então ficou:

Rocklands o paraíso da escalada e super amigável para crianças e famílias, Cape Town, Franschhoek (região das vinícolas da África do Sul), Garden Route, Safari, Johanesburgo. Poucas cidades, mas com tempo o suficiente para curtir cada uma e não desgastar muito as crianças com abre e fecha de malas e trânsito. E funcionou super bem!

1 PARTE – ESCALADA – Rocklands

Pra sentir um pouco do clima da escalada e das possibilidades infinitas que existem por lá. Rocklands foi inicialmente descoberta como potencial de escalada e desenvolvida por Fred Nicole, Todd Skinner e alguns amigos em meados dos anos 90. Tivemos o prazer de cruzar com o Fred Nicole por lá, já que ele estava gravando uns takes para um documentário novo.

Passamos 8 dias lá, encontrei uma casa de um site que aluga para escaladores e está cheio de boas referências, tanto no site (bem organizado por sinal), como no Trip Advisor. Uma fazenda na região de Cederberg  Moutains que chama-se Alpha Excelsior e pode ser consultado através desse link.

Quando comecei a pesquisa, vi que os preço na África do Sul, pelo menos fora dos Resorts de Game Reserve pra safari, eram baratos. Então nossa casa não foi diferente. Alugamos uma casa com 4 quartos por cerca de 60 dólares por dia, o que dividimos em 2 famílias, ficou ótimo! Se for com mais gente então, fica super barato (essa casa era para 12 pessoas).

Detalhe, lá é uma fazenda produtora de vinhos, azeite e chá de rooibos, então eles te fornecem vinhos, azeite, olivas e tem crash pads para alugar! É perfeito! Outra, se for durante a temporada de julho a setembro, eles tem um café aberto, servem café da manhã, comidinhas deliciosas durante o dia e uma vez por semana uma pizza maravilhosa. O clima da fazenda é super familiar e descontraído, pois mantém a divulgação somente entre os conhecidos, já o objetivo é exatamente só atrair as pessoas certas para lá.

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Montanhas Cederberg e seu céu sul-africano
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Casa que ficamos, em frente as parreiras
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Nosso quintal, onde brincamos muito e de onde guardamos queridas recordações. Foto by Purga
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Detalhe do exterior da fazenda
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Nascer do sol na nossa casinha temporária
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detalhe das parreiras
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Purga e Lika namorando as fotos do dia
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Dentro da nossa casa
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A linda entrada na nossa casa
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Funcionárias da Alpha Excelsior cuidando das preciosas parreiras
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Pássaro típico da região espreitando para comer bichinhos ao pôr do sol.

Outra opção de estadia e preferida por quem fica mais tempo por lá, por ser mais econômica, chama-se De Parkhuys. É um lugar com chalezinhos, barracas, dentro do setor de escaladas. Você pode conhecê-lo por aqui.

Becky e James, os proprietários da casa que ficamos, são incríveis, ela já morou um tempo no Brasil e adora os brasileiros. Até um ursinho de pelúcia eles deixaram na casa para a Nina como presente.

As casas são bem estruturadas e quando aparece algum probleminha (no nosso caso foi água quente), James foi super solícito e resolveu  rapidinho. O wifi não é bom, funciona apenas na região do café. Mas no final das contas isso foi até legal, porque todo mundo se encontra no café, acaba se conhecendo, conversando, trocando experiências e dicas de escalada e passeios.

Aliás, o café é “o pico”, pois é o único lugar que tem um café expresso bom (lá é muito café solúvel) próximo aos picos de escalada. O lugar é aconchegante, a comida  gostosa, excelente música e vendem produtos locais para escaladores como hand balms etc… A Hen House, que é o nome deste café mágico, torna a viagem ainda mais especial!

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Hen House e a cozinha de onde saíam maravilhas para o nosso café da manhã!
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Não…não é almoço, é o café da manhã do Bruno, meu marido! o)

Eles tem uma filhinha linda, Emily e vários cachorros, companheiros de caminhadas e de fotos matinais. Provem o vinho assemblage, uma deliciosa experiência e recordação (achamos que é o melhor deles, apesar do Pinotage ser famoso na África…da produção local deles, esse definitivamente é o melhor).

Muito importante sobre a escalada lá. É necessário adquirir o passe de escalada. Ele pode ser comprado no restaurante  Travelers Rest, na estrada principal ou no próprio de Parkhuys. O problema é conseguir encontrar a pessoa no Parkhuys, então para nós foi mais fácil ir até o restaurante na estrada. O passe custou cerca de 15 dólares por pessoa, para uma semana.

Você também pode comprar adiantado nesse link.

Nós precisamos mostrar nossos passes apenas no setor Rhino, que é um dos mais conhecidos e frequentados. Lá haviam representantes do parque que pediram para ver nossas licenças. Mas certo é certo né, então se for escalar por lá, já sabe do passe!

Outra dica valiosa é o guia de escalada do Scott Noy.  Atualmente é o melhor guia de lá (todos escaladores que cruzar por lá estarão com um destes na mão). Meu marido não conseguiu comprar a tempo pela internet e acabou entrando em contato diretamente com o Scott. Por uma feliz coincidência ele e a namorada estavam indo para lá e estavam hospedados na mesma fazenda. Nos encontramos e  trocamos idéas e betas direto na fonte. Pessoas incríveis! Você pode entar em contato com ele e comprar o guia por aqui. O guia também é vendido na Hen House e no Travelers Rest.

Sobre os picos, fomos no primeiro dia no  Middle Plateau, pouquíssima caminhada, dentro do de Parkhuys , que é um camping/chalés. A galera que procura lugares mais baratos ainda e com um pouco menos de conforto fica lá. O setor é super democrático, de V0s a V7 e dividido entre Far Plateau, Middle Plateu e Close Plateau. Um pôr do sol lindo trouxe ainda mais brilho para o nosso fim de primeiro dia.

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Theo escalando com a linda vista do Close Plateau
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Parceirinho
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A expedição dos dinossauros estava a todo vapor!
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E continuava!
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Com a energia contagiante do lugar papai mandou o Girl on Our Mind 6B+ flash 🙂
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Uma variante 6a+ que o Scott Noy nos apresentou.

No outro dia fomos ao setor Roadside  onde  passamos um inesquecível dia de escalada nesse setor maravilhoso e não menos democrático. A rocha permite que você escale por um bom tempo sem degastar muito os dedos. Havia mais um menininho por lá, um holandês, que fez companhia para Nina e Theo.

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V3 que não lembro o nome…
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Lika no mesmo V3 que o Purga está me devendo o nome! rs
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Cassy 6a+ à vista (sem crash 🙂
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Um dos muito soninhos durante o dia
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Simbora na trilha (uns 20 minutinhos, plana e linda!
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Bruno sacando o boulder e as crianças. Energia deliciosa dos nossos dias! Foto by Purga

Lá conhecemos as primeiras Proteas, as flores símbolos da África. Essa flor é muito interessante pois além de lindíssima e de ter várias espécies, para que ela floresça com força, é necessário queimar o pé  todo. Antes de serem queimadas quando já estão secas elas parecem flores de madeira e foi assim que o Theo as batizou.

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Linda Protea – flor símbolo da África do Sul

Alguns boulders foram batizados pelas crianças lá, temos o tartaruga e o Chimi, dois boulders que o Theo escalou e nominou. (Scott, é contigo para colocar no guia).

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Theo serelepando
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Aaron o amiguinho holandês que ficou o dia todo com o Theo & Nina

No dia de descanso fomos para um pequeno parque de águas quentes, chamado Citrusdal. Ele fica há uma hora de Clawilliam, tem algumas pequenas piscinas (banheiras naturais) de água quente, na qual ficamos como saquinhos de chá mergulhados e brincando nelas. Eles também tem umas piscinas grandes, mas a água estava tão quente que não conseguimos aguentar muito tempo. O restaurante não abre o dia todo e fora dos horários só serve salgadinhos e comidinhas empacotadas, que tiveram que ser o nosso almoço. Como tínhamos planos de comer no restaurante, não fomos preparados. Então leve lanche.

Dá uma olhada nesses banhos, por aqui.

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Outro setor que conhecemos foi o Archie Valley. Esse é um setor de muitos boulders clássicos, no alto da região do Far Plateau, com uma linda vista panorâmica. Ventou muito nesse dia, tanto de chegar a incomodar, então se tornou um pouco mais cansativo, porque como o chão é formado por areia, ela entrava muito nos olhos das crianças, mas mesmo assim, vencemos o vento e passamos o dia lá.

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Nós, cheíssimos de areia (ventava muito nesse setor)
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A vista maravihosa, uma das regiões mais altas que fomos.
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Querido e route setter tio Purga, com toda a paciência sempre treinando o Theo!
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Um 7a que não saiu cadena ao lado do Sex Etiquette 6C da Lisa Rands

E decicimos ir num dos mais distantes setores, num outro dia. O Sassies. Ele ficava há uns 30 min de carro. Achamos o estacionamento, ficamos um pouco perdidos com as instruções do guia sobre como chegar lá. Entramos numa porteira com uma ponte e caminhamos por 30 minutos, a instrução eram 10 min. Não achamos nada. Chegamos no pé da montanha e vimos apenas que estávamos na região mais “selvagem” de toda a viagem, começamos a ver uns animais não usuais das regiões mais habitadas, muitos, muitos buracos de cobra no chão e começamos a ficar preocupados. Decidimos voltar e ir pro outro lado. Caminhamos então para  a direita, mais uns 30 min e continuamos sem achar nada. Demos almoço para as crianças,  prestando bastante atenção nas redondezas e voltamos para outro setor, afim de não perdermos o dia. Fomos então para o Fields of Joy, no alto da montanha. Logo a lado do de Parkhuys. Ele requer uns 10 min de caminhada (só adultos), montanha acima. Com crianças que fazem sua trilha no chão, como o Theo, demoramos  pelo menos uns 20 minutos, pois ele tinha algumas escaladas no caminho e muito trepa pedra para vencer, pouco a pouco. E nosso guerreirinho fez sua trilha sozinho!

A vista é linda! O setor é um pouco espalhado e de cume, então não dá pra deixar as crianças soltas, pois é mais perigoso e os boulders apresentam graduação mais alta também.

Ao retornarmos para a fazenda, alguns escaladores que nos ouviram dizendo para onde iríamos, vieram comentar que o setor era realmente perigoso, pois era local onde haviam cobras cuspideiras, que se elevavam na altura das crianças e cuspiam veneno. Enfim, acreditamos muito que foi para nos proteger que não encontramos o setor!

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Na trilha para o setor Sassies (que não encontramos)
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Vida no deserto
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Theo que nos guiou, havia pegadinhas brancas por toda a trilha!
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Nina curiosa e animada!
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Queridos Tio Purga e tia Lika!

E para fechar nosso período de escalada, voltamos ao Far Plateau, os setores do Plateau foram os meus favoritos, pela distância, pela base que é ótima para as crianças brincarem e pelos boulders maravilhosos!

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indo embora depois de um tempo inesquecível!
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Tio Evan no minki 7b
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3 palhacinhos!
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Theo e Roiboos, companheiro da Alpha Excelsior que ficava no pico conosco
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Bote que não saiu mas sai na próxima 🙂
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V3 que não lembramos o nome. Essa foto é um screen shot do filme. Pra mostrar que nem tudo são flores, Nina chorava muito pedindo a mamãe – como se escala assim????! Não podia tirar ela do colo! o(
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Campari Orange 6b

Uma das noites, Becky e James fizeram uma pizzada, regada a vinho e cerveja, muita conversa boa e risada. Pizzas deliciosas feitas pelos dois, bom vinho e cerveja e amigos reunidos…uma noite memorável!

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Noite da pizza, todos os escaladores locais reunidos para uma pizzada inesquecível!
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Nossa turminha

Não podíamos deixar de agradecer os amigos que fizemos lá e tornaram nossa passada por Rocklands ainda mais inesquecível! Evans e Stephen. Nos encontramos por acaso, Evans é aquele mineirinho que vive há muito tempo fora do Brasil mas ainda não perdeu seu “uai sô” (será que mineiros um dia perdem?). Gente boníssima, ficou amigo nosso e das crianças, levou a todos os picos e escalamos juntos! Agora é torcer pra esse mundão nos juntar novamente por algum lugar!

Evans tem um blog que conta da viagem incrível que ele fez. Vale a visita!

E para fecharmos nosso período em Rocklands, fomos visitar a casa de chá de Roiboos, uma casinha charmosíssima, cheia de chás deliciosos e produtos naturais.

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Nina brincando de servir chá na casa de chás. Ela se deliciou!
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A carinha da casa de chás.

Com muita gratidão e saudades encerramos nossa visita em Rocklands e partimos para Cape Town, Franschhoek, Garden Route, Safari e Johanesburgo! Vem conosco!

http://crashpaddiaries.tumblr.com/
nós o)

Seja bem-vindo!

AtacamaQuando sua essência pede pela inconformidade e a sua necessidade te leva a rotina do trabalho-casa, mas mesmo assim você se vê eternamente numa busca do que te faça sentir o sangue correndo pelas veias.
Acho que nossa família é um pouco assim. Antes de sermos “família”, quando éramos somente Bruno e eu, apesar de trabalharmos, termos uma rotina pesada, vivíamos com as cabeças nas nuvens e os pé com rodinhas, todos os finais de semana, todos os feriados prolongados, as férias, enfim, todas as oportunidades que tínhamos estávamos com o pé da estrada e de preferência a mão no magnésio e tocando rocha.
E a vontade de sermos família chegou e com ela compramos o primeiro item indispensável pra todo bebê…uma mochila cargueira de carregar bebês nas costas, pelo menos para nós, foi a primeira compra que fizemos!
E o Theo chegou, e com ele o amor de uma família e a vontade de mostrar o quanto esse mundão é lindo e continuar com nossa essência, aquilo que nos faz sentir vivos. Depois veio a Nina, a logística para escalar e viajar ficou um tanto mais complicada (dois não são dois, são 4, quem tem dois confirme o que digo), mas ainda assim possível.
A idéia desse blog é antiga, a iniciativa é que nunca acontecia. Bruno fotografa com o coração, o mesmo com que eu planejo nossas viagens e aventuras. Queremos dividir com amigos e futuros amigos que viajar para escalar e fazer viagens menos convencionais com crianças (duas ainda no nosso caso) não é impossível. Temos experiência em viagens tanto profissionais quanto pessoais e hoje conseguimos planejar viagens com relativo baixo custo, cheio de dicas de como acontecer, da melhor logística e sempre respeitando as necessidades dos nossos pequenos e as nossas expectativas. Nossa idéia é dividir isso com vocês, além de presentear com lindas fotos desses lugares que passamos. Você é nosso convidado, viaje com a gente e planeje a sua próxima viagem com nossas idéias!

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